O julgamento da ação que apura uma acusação de falsidade ideológica atribuída ao coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, está marcado para as 10h30 desta terça-feira, 27, no Fórum da Capital, e voltou a mobilizar o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB). O processo envolve informações encaminhadas pela Defesa Civil à Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) sobre a ampliação das áreas de risco nos bairros afetados pelo desastre provocado pela Braskem.
Às vésperas da análise do caso pela Justiça, o MUVB divulgou nas redes sociais documentos, ofícios e uma linha do tempo que, segundo o movimento, demonstrariam que órgãos municipais já tinham conhecimento prévio sobre a necessidade de expansão das áreas monitoradas antes das respostas oficiais enviadas à Defensoria Pública.
De acordo com o movimento, o processo judicial investiga informações fornecidas pela Defesa Civil de Maceió durante o período em que moradores de bairros afetados pela mineração buscavam esclarecimentos sobre a evolução do afundamento do solo e a delimitação das áreas atingidas.
O MUVB afirma que a divulgação dos documentos busca ampliar o debate público sobre transparência institucional e direito à informação das famílias impactadas pelo desastre socioambiental. Para os representantes do grupo, a população precisa ter acesso aos registros que tratam das decisões técnicas relacionadas ao caso.
Maurício Sarmento, servidor público e integrante da coordenação do movimento, declarou que o processo envolve questões que ultrapassam a esfera administrativa. “São milhares de famílias atingidas, vivendo há anos sob insegurança e sem respostas consideradas suficientes pelas comunidades afetadas. A sociedade precisa acompanhar esses fatos”, afirmou.
O caso volta a colocar em evidência a atuação dos órgãos públicos diante do maior desastre urbano e ambiental da história recente de Maceió, marcado pelo deslocamento de moradores, interdição de bairros e sucessivas discussões sobre responsabilidades institucionais.







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