O Projeto Corais de Alagoas atingiu nesta semana a marca de 500 corais em cultivo no litoral alagoano. A iniciativa, desenvolvida pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), conta atualmente com cinco mesas instaladas no fundo do mar da Praia de Ponta Verde, em Maceió, utilizadas como berçários para o crescimento e reprodução das colônias marinhas.
A próxima etapa do projeto prevê o replantio de recifes degradados após os impactos provocados pelo fenômeno El Niño entre 2023 e 2024. A ação conta com patrocínio da Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur).
O projeto realiza o monitoramento da saúde dos recifes em quatro municípios alagoanos, acompanhando os efeitos da crise global dos corais, agravada pelo aumento da temperatura dos oceanos e pelo branqueamento dos recifes.
As estruturas implantadas no fundo do mar funcionam como áreas controladas para o desenvolvimento dos corais antes da reinserção no ambiente natural. Pesquisadores da Ufal acompanham continuamente o crescimento das colônias e realizam a manutenção necessária para garantir a preservação do ecossistema.
Segundo o secretário de Estado do Turismo, Paulo Kugelmas, o avanço do projeto representa um passo importante para a recuperação ambiental no litoral alagoano.
“Atingimos um número expressivo na restauração dos recifes de corais em Alagoas. Esse é um momento de muita alegria para todos que contribuem com o projeto. A expectativa agora é para que, assim que possível, os corais possam ser replantados nos recifes”, afirmou.
Além das ações de cultivo e monitoramento, o Projeto Corais de Alagoas também desenvolve atividades de conscientização ambiental. Neste mês de maio, pesquisadores e estudantes realizaram uma ação educativa na orla de Ponta Verde, em Maceió.
A iniciativa reuniu moradores e turistas em atividades voltadas à preservação dos recifes e da biodiversidade marinha. O evento contou com exposições interativas, jogos educativos, exibição de filmes sobre a vida marinha e ações direcionadas ao público infantil.







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