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Audiências reavaliam medidas de 21 jovens e resultam em 15 progressões socioeducativas em Alagoas

por | 3 jun, 2026

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A reavaliação de medidas socioeducativas de 21 adolescentes e jovens atendidos pelo sistema socioeducativo de Alagoas resultou em 15 progressões durante o segundo ciclo de audiências concentradas de 2026. O mutirão foi realizado nesta semana na Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese), vinculada à Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), e reuniu representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e equipes técnicas.

Do total de casos analisados, 12 tiveram progressão para o regime de semiliberdade e três para liberdade assistida. Também foram registradas duas manutenções em semiliberdade e quatro em internação.

As audiências fazem parte do programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e têm como objetivo avaliar individualmente a situação jurídica e psicossocial dos adolescentes, levando em consideração a evolução apresentada durante o cumprimento das medidas e as perspectivas de reinserção social.

Segundo o juiz Vinícius Garcia, da 1ª Vara Criminal da Capital – Infância e Juventude, o procedimento permite uma análise mais ampla da realidade de cada jovem.

“As audiências concentradas nos permitem avaliar as medidas socioeducativas de forma mais aprofundada, possibilitando uma análise sensível da realidade de cada adolescente. Com isso, podemos construir outros caminhos e oferecer oportunidade de recomeço, fortalecendo o caráter pedagógico da medida e contribuindo para que esses jovens tenham novas perspectivas de vida”, afirmou.

Os adolescentes que passaram para a liberdade assistida poderão ser acompanhados pelo programa Pega a Visão, voltado ao suporte pós-medida, qualificação profissional e fortalecimento da reinserção social.

Para o secretário de Estado de Prevenção à Violência, Ricardo Dória, o trabalho integrado entre o sistema de Justiça e as equipes socioeducativas amplia as chances de recuperação dos jovens.

“A integração entre sistema de Justiça, rede de proteção e equipes técnicas da Sumese possibilita a criação de estratégias individualizadas, ampliando as possibilidades da medida socioeducativa e favorecendo o processo de responsabilização, aliado à garantia de direitos e à reconstrução de novos projetos de vida”, destacou.

O superintendente de Medidas Socioeducativas, coronel Marcos Sérgio, avaliou que os resultados refletem o trabalho desenvolvido nas unidades e contribuem para reduzir a reincidência em atos infracionais.

“Essas progressões são fruto de um trabalho contínuo e dedicado, que envolve educação, qualificação profissional e acolhimento das famílias. Trata-se de uma atuação que promove a mudança de paradigmas, amplia perspectivas de futuro e contribui efetivamente para a prevenção da reincidência”, afirmou.

De acordo com ele, o desempenho alcançado no ciclo reforça a importância das ações voltadas à educação, profissionalização e fortalecimento dos vínculos familiares como ferramentas para a construção de novos projetos de vida.

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