A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros pelo crime de homicídio culposo no caso da morte do menino Henry Borel. Durante a leitura da sentença, na madrugada desta quinta-feira (4), a magistrada afirmou que a acusada foi alvo de um julgamento social mais rigoroso por ser mulher e mãe.
Segundo a juíza, a reação pública ao caso foi influenciada por uma visão “patriarcal” da sociedade e extrapolou a análise jurídica da conduta de Monique. “Fosse um pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”, declarou.
Na decisão, Elizabeth Machado Louro também afirmou que a sociedade impõe às mulheres um padrão inalcançável de maternidade. “O papel culturalmente reservado à mulher nos moldes arcaicos não só dela exige ser mãe, mas muito além: a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta”, disse.
Apesar do perdão judicial relacionado ao homicídio culposo, Monique não foi absolvida integralmente. O Conselho de Sentença reconheceu omissão diante das agressões sofridas por Henry e fixou pena de 1 ano e 4 meses pelo crime relacionado à tortura, considerando o período já cumprido pela ré ao longo do processo.
O julgamento também resultou na condenação de Jairo Souza Santos Júnior, apontado como responsável pelas agressões que levaram à morte da criança.
As informações são d’O Globo.








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