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Sintomas persistentes podem indicar câncer de cabeça e pescoço

por | 28 jul, 2026

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Uma afta que não cicatriza, uma rouquidão prolongada ou uma dor de garganta que não melhora podem parecer alterações comuns, mas quando esses sintomas deixam de ser passageiros e passam a fazer parte da rotina, merecem atenção. O alerta é para a possibilidade de câncer de cabeça e pescoço, doença que muitas vezes é descoberta tardiamente por ser confundida com problemas simples.

Segundo a cirurgiã de cabeça e pescoço da Santa Casa de Maceió, Tamires Fraga, a duração dos sintomas é um dos principais sinais de alerta. Ela orienta que aftas persistentes por mais de 15 dias, rouquidão com duração superior a três semanas ou dores de garganta que continuam mesmo após tratamento devem ser avaliadas por um especialista.

Outros sinais que exigem investigação são feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade ou dor ao engolir, caroço no pescoço, sangramentos na boca, dor de ouvido sem causa aparente e obstrução nasal em apenas um lado, principalmente quando não há uma explicação clara para esses sintomas.

Por muitos anos, o câncer de cabeça e pescoço foi associado principalmente a homens mais velhos, fumantes e consumidores frequentes de álcool. Esse perfil, porém, vem mudando com o aumento dos casos relacionados ao HPV, que também têm atingido pacientes mais jovens e sem histórico de tabagismo.

“O crescimento dos casos em pacientes mais jovens mostra que não podemos mais tratar essa doença como exclusiva de fumantes ou idosos”, destaca Tamires Fraga.

Assessoria

O HPV está relacionado principalmente aos tumores de orofaringe, região que inclui as amígdalas e a base da língua. A prevenção envolve vacinação contra o vírus, prática de sexo seguro, redução do consumo de álcool, não fumar e acompanhamento de alterações persistentes na boca, garganta e pescoço.

A médica ressalta que o diagnóstico precoce pode mudar o tratamento e aumentar as chances de cura, além de permitir intervenções menos agressivas. “Quanto menor o tumor no momento do diagnóstico, maior a possibilidade de tratamentos que preservem os órgãos e suas funções”, explica.

Em estágios avançados, a doença pode exigir cirurgias maiores ou tratamentos mais intensos, com possíveis impactos na fala, na deglutição e na respiração.

O principal alerta, segundo a especialista, é não ignorar mudanças que permanecem por semanas. “Conheça o seu corpo e não ignore sintomas persistentes. Muitas vezes não será nada grave. Mas, quando é uma doença mais séria, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença”, afirma.

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