O Projeto Aflora Mangue iniciou uma nova etapa de recuperação ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) Santa Rita, localizada no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM). A ação prevê o plantio de mais de 60 mil mudas de mangue vermelho, preto e branco em uma área de 25 hectares, equivalente a 250 mil metros quadrados.
A iniciativa integra um programa de recomposição ambiental que tem como meta restaurar 47 hectares de manguezais na região. Até o momento, cerca de 4,2 hectares já foram recuperados em áreas da APA Santa Rita, Bom Parto e Flexal. Nesses dois últimos locais, o monitoramento aponta o retorno gradual da fauna associada ao ecossistema manguezal.
As atividades incluem a preparação do terreno, transporte das mudas, plantio, manutenção e acompanhamento técnico das áreas restauradas. As mudas utilizadas são produzidas pelo próprio projeto e, nesta fase, o transporte até os locais de implantação conta com o apoio de embarcações operadas por moradores da região.
Além da geração de renda para a comunidade local, o projeto também prevê a participação dos moradores nas etapas de plantio e monitoramento das áreas recuperadas. Paralelamente, equipes técnicas realizam visitas a outros municípios com territórios inseridos no complexo lagunar, como Pilar e Marechal Deodoro, para identificar novas áreas aptas à recomposição ambiental.
O Aflora Mangue é uma medida de compensação ambiental prevista no Termo de Acordo Socioambiental firmado em 2020 entre a Braskem e o Ministério Público Federal, com participação do Ministério Público de Alagoas e adesão da Prefeitura de Maceió.

Assessoria
Desde o início das atividades, mais de 10 mil mudas já foram plantadas. No bairro do Bom Parto, a recuperação alcançou 1,41 hectare com o plantio de 3.525 mudas de espécies nativas. No Flexal, foram implantadas aproximadamente 6.800 mudas de manguezal e Mata Atlântica em uma área de 1,67 hectare. Já na APA Santa Rita, a área recuperada soma 1,12 hectare.
Após o plantio, as áreas permanecem sob monitoramento contínuo. Técnicos acompanham indicadores como altura das plantas e diâmetro dos caules para avaliar o desenvolvimento da vegetação e a efetividade da recuperação ambiental.
Considerados fundamentais para o equilíbrio ecológico, os manguezais funcionam como berçários naturais para diversas espécies aquáticas e terrestres, além de contribuírem para a proteção das margens de rios e lagoas contra processos erosivos.
Tipos de mangue
O mangue vermelho ocupa a faixa mais próxima da lagoa e permanece submerso durante grande parte do tempo. Suas raízes aéreas, conhecidas como pneumatóforos, são uma das principais características da espécie.
O mangue preto se desenvolve em áreas que sofrem influência direta das marés. O solo alterna entre períodos secos e inundados, e a vegetação apresenta raízes expostas, pontiagudas e retorcidas.
Já o mangue branco é encontrado nas áreas mais afastadas da lagoa, sendo inundado apenas durante as marés mais altas. A espécie possui menor quantidade de raízes expostas e se diferencia pela coloração avermelhada das hastes que ligam as folhas ao tronco.








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