Estão abertas as inscrições para a segunda edição da leitura guiada de Um Defeito de Cor, obra da escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a ingressar na Academia Brasileira de Letras. A iniciativa é promovida pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), em parceria com a Biblioteca Geral do Poder Judiciário, e integra o projeto “Justiça que Lê”.
A formação é voltada para magistrados, servidores e público externo interessados em aprofundar discussões sobre questões históricas, sociais, culturais e jurídicas relacionadas à população negra no Brasil. As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de julho por meio do sistema de eventos da Esmal.
A atividade está alinhada à Política de Equidade Racial do Poder Judiciário de Alagoas e busca estimular a reflexão crítica por meio da literatura, transformando o ambiente do Judiciário em uma comunidade de leitores engajada em temas de relevância social.
Os encontros serão conduzidos pela professora Luíza Cristina Silva, geógrafa e pedagoga, mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutora pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, ela atua como docente da Universidade Federal de Alagoas.
A programação está dividida em quatro encontros presenciais, realizados sempre das 8h às 10h, na sede da Esmal, no bairro do Farol, em Maceió. O primeiro encontro ocorrerá em 20 de agosto e abordará os capítulos iniciais da obra, com temas ligados ao tráfico transatlântico, Brasil Colônia, cosmogonia africana e perdas familiares. Os encontros seguintes discutirão aspectos do sistema escravista, formas de resistência, aquilombamentos, revoltas e o contexto pós-colonial, incluindo as relações entre Brasil e Nigéria e as tradições afro-religiosas.
Considerado um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea, Um Defeito de Cor narra a trajetória de uma mulher africana escravizada e oferece um amplo panorama sobre a formação histórica e social do país. A expectativa da organização é ampliar o debate sobre equidade racial, memória histórica e direitos humanos por meio da leitura e da troca de experiências entre os participantes.






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