O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sabia da possibilidade de que as investigações do escândalo do Banco Master incluíssem o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado Federal. Um dos aliados mais próximos do presidente, o senador é alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 18.
Segundo informações da mídia nacional, ciente dessa possibilidade, o presidente determinou a preservação da autonomia da Polícia Federal, afirmando que qualquer pessoa sob suspeita, inclusive aliados, devem prestar os esclarecimentos devidos.
A posição de Lula em relação ao senador Jaques Wagner, que participou ativamente da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980, é a mesma que o presidente adotou quando a investigações envolveu seu próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, em um caso ligado ao INSS. Na ocasião Lula declarou que, qualquer responsabilidade comprovada, este teria de “pagar o preço”.
O presidente chegou a conversar diretamente com Jaques Wagner antes da operação da PF ser executada. Na conversa, o senador negou participação nas fraudes financeiras atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O Mater foi liquidado pelo Banco Central por fraude contra o sistema financeiro nacional.
A Polícia Federal investiga a suspeita de que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.






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