quinta-feira, 18 junho 2026
Céu limpo
Maceió
25°C
Céu limpo
Céu limpo
Maceió
25°C
Céu limpo

Prefeitura nega relação com Iprev e deixa Ronnie Mota sozinho para depor na CAE

por | 18 jun, 2026

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Em resposta ao juiz Leo Denisson Bezerra de Almeida, titular da 32ª Vara Cível da Capital/ Fazenda Municipal, a Prefeitura de Maceió negou qualquer envolvimento na aplicação de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Iprev/Maceió) em títulos do Banco Master. O Iprev, responsável por gerir os recursos públicos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores, está desfalcado dessa quantia, e é apontado como o terceiro maior investidor do Master, e o único instituto municipal a comprar Letras Financeiras daquele Banco.

Com provas de falta de liquidez e fraude, o Banco Central (BC) liquidou o Master em novembro do ano passado, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão do dono, Daniel Vorcaro.

Contestando a Ação Popular impetrada pelo senador Renan Calheiros (MDB) para garantir que os responsáveis pela aplicação do dinheiro do Iprev sejam responsabilizados, o procurador-geral do município, João Luis Lobo Silva, disse que o município não tem qualquer responsabilidade, pois, ressalta ele, o Instituto de Previdência é órgão com autonomia administrativa.

“O Município de Maceió, na qualidade de ente político central, não participou, direta ou indiretamente, da cadeia de planejamento, deliberação, assessoramento ou execução dos investimentos descritos na petição inicial. Os atos questionados são exclusivos da autarquia previdenciária e de seus órgãos colegiados específicos, o que afasta, de forma definitiva, qualquer possibilidade de responsabilização direta do ente municipal pelos atos praticados por aquela entidade autônoma” -diz o longo texto em que o procurador João Lôbo responde a Ação Popular (Processo nº 0728085-13.2026.8.02.0001).

Assim, o advogado Ronnie Reyner Mota, que comandava o órgão no período em que foram feitas as aplicações no Banco Master, terá que responder sozinho aos processos judiciais e às investigações da Polícia Federal sobre a fraude que prejudicou o sistema financeiro nacional em R$ 60 bilhões (valor estimado). Aliado do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, Ronnie Mota foi convocado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CE), do Senado Federal, para prestar esclarecimentos sobre a compra de letras financeiras do Master.

A Polícia Federal (PF), que investiga a fraude, já pediu ao STF autorização para iniciar investigação específica sobre os R$ 117 milhões aplicados no Banco Master pelo Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió, na gestão de JHC, amigo pessoal do advogado Ronnie Mota.

O ex-prefeito também nomeou o advogado para atuar na linha de frente das ações de enfrentamento ao afundamento do solo em Maceió, crime ambiental provocado pela mineradora da Braskem, na condição de coordenador do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Prefeitura maceioense.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *