A Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público estadual e tornou réus a influenciadora digital Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau e também alcança outras três pessoas investigadas no mesmo caso. O processo tramita sob sigilo.
Segundo as investigações, o grupo teria utilizado uma transportadora como empresa de fachada para ocultar e movimentar recursos ilícitos da facção criminosa. O esquema, de acordo com a acusação, envolvia depósitos fracionados, transferências via Pix, uso de contas de terceiros e empresas interpostas para dificultar o rastreamento dos valores.
O Ministério Público afirma que as apurações foram fundamentadas em mensagens extraídas de celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários e informações obtidas em operações anteriores.
Além do recebimento da denúncia, a Justiça determinou o bloqueio de bens de um dos investigados apontados como operador financeiro do esquema.
Deolane foi presa em maio durante a Operação Vérnix, que investiga a suposta lavagem de dinheiro para o PCC. Já Marcola cumpre pena em presídio federal de segurança máxima, em Brasília.
A defesa dos demais denunciados contestou as acusações. Em nota, o advogado Bruno Ferullo afirmou que Marcola e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior estão custodiados em unidades federais desde 2019, sob rígidas restrições de comunicação, o que, segundo ele, inviabilizaria participação nos fatos investigados. A defesa também argumenta que vínculos familiares não podem ser confundidos com envolvimento criminoso e informou que adotará todas as medidas judiciais para contestar a denúncia.
Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não se manifestou sobre a decisão.






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