Um dos três presos no fim de semana pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, teria retirado a câmera que a jovem usava no momento do salto de rope jump em Limeira (SP), logo após a queda. A informação consta no pedido de prisão apresentado à Justiça pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP).
Segundo a investigação, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, estava na base da estrutura no momento do salto e teria se aproximado da vítima logo após o acidente, removendo a câmera GoPro que ainda não foi localizada e é considerada peça-chave para a reconstrução do caso.
Em trecho do pedido, o Ministério Público afirma que o suspeito “detinha condições objetivas de perceber eventual irregularidade na fixação dos equipamentos da vítima” e que, após a queda, “aproximou-se do corpo da vítima imediatamente e removeu a câmera GoPro que ela segurava, praticando conduta de supressão de elemento probatório central à investigação”.
O suspeito, no entanto, nega a acusação. Em depoimento, afirmou que apenas prestou auxílio à vítima e que não retirou o equipamento.
Além de João, também foram presos temporariamente Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, apontada como organizadora do grupo responsável pelos saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos, integrante da equipe do evento. Evelyne é investigada por possível destruição de provas digitais após excluir perfis em redes sociais ligados ao grupo. Já Gabriel teria deixado o local logo após o acidente.
Os três se juntam a outros investigados já presos anteriormente. Na última segunda-feira (22), a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito e indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual. Eles teriam participado diretamente do salto que terminou na morte da jovem.
A investigação aponta ainda que a câmera usada pela vítima não foi encontrada, o que, segundo a polícia, dificulta a reconstituição completa da dinâmica do acidente.
Maria Eduarda morreu após ser lançada de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, durante uma atividade de rope jump sem cordas de segurança adequadas. O caso segue sendo investigado em novos desdobramentos.






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