A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais dos últimos anos após ser atingida por dois fortes terremotos na noite de quarta-feira (24). Os abalos, registrados com poucos segundos de intervalo, provocaram destruição em áreas urbanas, deixaram centenas de vítimas e mobilizaram equipes de resgate em diferentes regiões do país.
Os tremores foram sentidos em Caracas e em cidades do litoral venezuelano, causando danos a edifícios, interrupções de serviços e cenas de pânico entre a população. Autoridades confirmaram a morte de 164 pessoas e informaram que quase mil ficaram feridas. O número de vítimas, no entanto, pode aumentar à medida que as buscas avançam em locais atingidos por desabamentos.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os terremotos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram em uma área próxima à cidade de Morón, no estado de Carabobo. A força dos abalos foi suficiente para ser percebida em diversas partes do país.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo está concentrando esforços no atendimento às vítimas e na assistência às famílias afetadas. Equipes de emergência foram deslocadas para as áreas mais atingidas, enquanto autoridades monitoram possíveis réplicas e avaliam os prejuízos causados pela tragédia.
Além do impacto humano, os terremotos também provocaram danos à infraestrutura urbana, comprometendo o funcionamento de serviços essenciais e dificultando o acesso a algumas localidades. O governo mantém as operações de resgate e assistência em ritmo intensificado diante da gravidade da situação.






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