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PF faz operação contra investigados ligados a Sóstenes Cavalcante

por | 1 jul, 2026

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.

A operação tem como alvo pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O parlamentar não é alvo de mandados nesta etapa, mas já foi investigado em uma fase anterior da operação.

Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer a origem de R$ 470 mil encontrados em dinheiro vivo durante uma operação realizada em dezembro do ano passado em um endereço ligado ao deputado. Na época, Sóstenes afirmou que o valor era proveniente da venda de um imóvel, versão que continua sendo investigada.

Nesta fase, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra três empresários e duas empresas nos estados do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. De acordo com os investigadores, os alvos teriam apresentado um contrato considerado falso para justificar a movimentação financeira.

As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura a participação de agentes públicos, empresários e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade ao desvio de recursos públicos, além de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes encontraram dinheiro em espécie escondido dentro de um objeto decorativo que imitava um livro, na residência de um advogado ligado ao parlamentar, no Distrito Federal.

As investigações tiveram início após suspeitas de irregularidades na contratação de empresas de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de buscas em fases anteriores da operação.

Os investigadores apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o momento, não há denúncia ou condenação contra os investigados.

Procurado, Sóstenes Cavalcante afirmou que ainda não havia tomado conhecimento da decisão judicial. “Assim que souber vou me manifestar como sempre fiz”, declarou.

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