A Polícia Federal investiga se o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, teria participado da definição e do remanejamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo. A suspeita surgiu a partir da análise de conversas encontradas no celular de Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL).
Segundo a PF, os dados extraídos do aparelho indicariam a existência de um possível “arranjo decisório paralelo” para a destinação de recursos públicos, no qual Valdemar aparece como responsável por influenciar a distribuição de verbas. A investigação ainda apura o alcance dessa atuação e se houve irregularidades.
Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi alvo de uma operação da PF em dezembro. Ela trabalhou como assessora de Arthur Lira durante o período em que ele presidiu a Câmara dos Deputados e é investigada por suposta participação na organização da distribuição de emendas parlamentares.
A apuração envolve documentos e planilhas apreendidos pelos investigadores, que analisam informações relacionadas à destinação de recursos públicos por meio de emendas.
Valdemar Costa Neto não possui mandato parlamentar atualmente, mas ocupa a presidência nacional do PL, partido que tem uma das maiores bancadas do Congresso. A investigação busca esclarecer se ele teria exercido influência sobre decisões que, em tese, deveriam estar vinculadas a parlamentares com prerrogativa de indicação.
Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação ou comprovação de irregularidades.





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