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Federação Brasil da Esperança aciona TSE contra rede de perfis por uso de IA em ataques a Lula

por | 3 ago, 2026

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A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, protocolou na última quinta-feira (30) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma suposta rede de perfis que utilizaria inteligência artificial para produzir e disseminar conteúdos ofensivos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo a ação, o grupo atuaria de forma coordenada na publicação de vídeos, imagens, memes, deepfakes e jingles gerados por inteligência artificial, com o objetivo de influenciar o debate público e degradar a imagem do presidente e da legenda. O material seria compartilhado por perfis anônimos e, posteriormente, impulsionado por meio de colaborações com parlamentares e figuras públicas ligadas à direita.

A representação cita, entre outros nomes, o senador Flávio Bolsonaro, além dos deputados federais Gustavo Gayer, Mário Frias e Gilvan Costa, e do comunicador André Marinho. Conforme o documento, os conteúdos alcançariam milhões de usuários nas redes sociais.

De acordo com o levantamento apresentado pelo departamento jurídico da pré-campanha de Lula, a rede reúne ao menos 32 perfis, que somam mais de 1,4 milhão de seguidores e cerca de 23 mil publicações. Ao considerar as contas das figuras públicas mencionadas, o alcance ultrapassaria 10 milhões de seguidores.

Reprodução

Os partidos também afirmam que a estrutura funciona como um modelo de monetização, com arrecadação por meio de PIX, criptomoedas e comercialização de cursos voltados à produção de conteúdos com inteligência artificial.

Outro ponto destacado na representação é a participação do influenciador Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, ao menos 139 publicações atribuídas ao perfil dele são classificadas como ofensivas, misóginas e inverídicas. A ação relembra ainda que Léo Índio responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e que teve a prisão preventiva decretada após deixar o país.

Na petição, a Federação sustenta que haveria uma estratégia coordenada para ampliar artificialmente o alcance das publicações, prática conhecida como “astroturfing”, caracterizada pela criação de uma aparência de apoio popular espontâneo por meio da atuação sincronizada de diferentes perfis.

Entre os pedidos encaminhados ao TSE estão a remoção dos conteúdos apontados na ação, a preservação dos registros das contas para identificação dos responsáveis e a suspensão da monetização dos perfis envolvidos. Até o momento, não há decisão da Justiça Eleitoral sobre o caso.

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