O ator Andrew Garfield voltou a defender a ideia de que o Homem-Aranha poderia ser gay e resgatou uma sugestão que havia feito há 13 anos, quando interpretava Peter Parker nos cinemas.
A declaração original ocorreu em 2013, durante a divulgação de “O Espetacular Homem-Aranha 2”. Na ocasião, Garfield questionou por que o personagem não poderia explorar sua sexualidade e chegou a sugerir uma mudança na relação de Peter Parker com MJ.
O ator também citou Michael B. Jordan como uma possível escolha para interpretar uma versão masculina de MJ.
“Por que ele não pode ser gay? Por que não pode gostar de garotos?”, afirmou Garfield na época.
A discussão voltou à tona durante a divulgação de “The Uprising”, novo filme dirigido por Paul Greengrass. Em entrevista à Entertainment Weekly, Garfield explicou novamente sua visão sobre o significado do personagem.
“Você não vê cor da pele, gênero ou sexualidade. Qualquer um pode se projetar naquele uniforme”, afirmou.
Para o ator, a força do Homem-Aranha está justamente na capacidade de diferentes públicos se reconhecerem no personagem, independentemente de características pessoais ou identidade.
Garfield interpretou Peter Parker em “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2014). Anos depois, voltou a vestir o uniforme em “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, ao lado de Tom Holland e Tobey Maguire, em uma história que explorou o conceito de multiverso.
Atualmente, Holland é o principal intérprete do herói nos cinemas e protagonizou “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, lançado neste ano.
O próprio Holland já demonstrou interesse em ampliar a representação relacionada ao universo do personagem. O ator também afirmou que gostaria de ver uma versão live-action de Miles Morales, outro personagem que assume o manto do Homem-Aranha nos quadrinhos.
Apesar das declarações de Garfield, não há indicação de que os estúdios tenham anunciado uma versão gay de Peter Parker para os próximos filmes. A ideia permanece como uma possibilidade defendida publicamente pelo ator e parte de um debate mais amplo sobre representação e diversidade nas adaptações de super-heróis.





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