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SESI Cultura em Rede celebra tradições alagoanas e fortalece a cultura nos municípios

por | out 28, 2026 | Cultura, Destaque | 0 Comentários

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A cultura alagoana tem muitas histórias para contar – e a dança, o canto e as tradições populares são algumas das formas mais bonitas de manter essa memória viva. Foi com esse propósito que o SESI Alagoas realizou a Mostra Estadual SESI Cultura em Rede nesta terça-feira (27), com o tema “Tecendo a Cultura, Ecoando Saberes”, reunindo no Hotel Jatiúca grupos de União dos Palmares, São Sebastião e Pão de Açúcar em um encontro de valorização da identidade cultural do estado.

A iniciativa integra a atuação de Programas e Parcerias Educacionais, uma das frentes de negócios do SESI Alagoas voltadas ao fortalecimento da educação nos municípios. Por meio de projetos e parcerias que articulam educação, cultura, gestão e inovação, o SESI contribui para ampliar oportunidades de aprendizagem, valorizar as potencialidades de cada território e elevar a qualidade da educação pública.

“Nesse contexto, a iniciativa SESI Cultura em Rede evidencia o compromisso da instituição com uma formação que reconhece os saberes locais, fortalece identidades culturais e promove o desenvolvimento das comunidades”, explica Tássio Paiva, gerente de Educação Básica do SESI Alagoas.

A programação foi marcada pela diversidade de manifestações e pelo encontro entre gerações. Ao todo, nove grupos participaram da mostra, três de cada município, classificados nas etapas municipais do projeto. A avaliação e a premiação ocorreram separadamente por cidade, valorizando os talentos de cada localidade.

Assessoria

Na abertura da Mostra, a coordenadora de Programas e Parcerias Educacionais do SESI Alagoas, Carolina Alencar, destacou que cultura e educação caminham juntas e podem contribuir para a transformação social. A mostra, segundo ela, representa a culminância de um trabalho desenvolvido em três municípios, mas também abre espaço para o intercâmbio de experiências e para o fortalecimento de novas iniciativas.

“Ao promover encontros como esse, o SESI reafirma seu papel como agente de valorização da cultura alagoana, criando oportunidades para que grupos e comunidades compartilhem seus saberes, ampliem sua visibilidade e mantenham suas tradições vivas para as próximas gerações”, afirmou.

Representando União dos Palmares, subiram ao palco o Samba de Coco Muquém, o Olóómi Àyyé e o Maculelê. De São Sebastião, participaram o Xaxado de Curralinho, o Pisando Forte e o Toré da Aldeia Karapotó Plak-Ô. Já Pão de Açúcar levou o Coco Choro de Bela, os Remanescentes do Cangaço e o Flor de Mancadaru.

Histórias e tradições

Mais do que apresentações artísticas, os grupos trouxeram ao público histórias de resistência, pertencimento e transmissão de saberes. Em cada dança, ritmo e movimento, estavam presentes as raízes de comunidades que fazem da cultura uma parte importante da vida cotidiana.

É o caso do Xaxado de Curralinho, de São Sebastião, formado por integrantes do grupo Conviver, ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social. Com participantes entre 60 e 82 anos, o grupo une atividade física, convivência e valorização da história local.

“Esse grupo foi criado para que os idosos participassem da atividade física e criassem hábitos saudáveis para viver um pouco mais e sempre melhor”, explica Luana Francielle, responsável pelo Xaxado de Curralinho. A dança também resgata a trajetória de um povo que ajudou a construir São Sebastião. Para ela, iniciativas como a do SESI contribuem para dar visibilidade às riquezas culturais que existem no interior de Alagoas.

Assessoria

Em União dos Palmares, o Samba de Coco Muquém carrega a memória de uma comunidade quilombola. Criado em agosto de 2013, o grupo surgiu do desejo de preservar costumes antigos, como os mutirões em que moradores se reuniam para ajudar na construção das casas de taipa, utilizando barro, madeira e bambu.

Com integrantes de diferentes idades, o grupo mantém viva essa herança por meio da dança. Segundo Aldo Danilo Nunes, integrante do Muquém, a participação no SESI Cultura em Rede ampliou as possibilidades de apresentação. Antes, o trabalho se concentrava principalmente na dança; agora, o grupo também passou a destacar os elementos e as histórias que fazem parte de sua cultura.

Assessoria

Em Pão de Açúcar, o Coco Choro de Bela também tem suas raízes na memória familiar e no cotidiano da comunidade. Fundado em 1997, o grupo nasceu das lembranças de Laércio Assis Santos sobre os cantos entoados pelas mulheres durante o plantio de arroz às margens das lagoas e pelos moradores nos trabalhos coletivos de construção das casas de taipa. A tradição, ligada à história de sua mãe, Terezinha Assis Santos, segue viva no trabalho do grupo.

“Valorizar a cultura vai muito além do apoio e incentivo: significa reconhecer as pessoas, suas histórias e a importância de seus conhecimentos para a sociedade. É justamente essa valorização que dá sentido à proposta do projeto”, ressalta.

Assessoria

Indústrias do Conhecimento: ideias para levar a cultura ainda mais longe

À tarde, a programação também abriu espaço para o Encontro Anual das Indústrias do Conhecimento, unidades presentes em 45 municípios alagoanos. O objetivo foi reunir coordenadores e equipes para trocar experiências e construir, de forma colaborativa, um Guia Orientador que ajude a ampliar as ações de educação continuada, cultura e elevação da aprendizagem em cada localidade.

A proposta é reunir ideias inspiradas nas manifestações culturais dos próprios municípios e transformá-las em iniciativas que possam ser desenvolvidas nas unidades, respeitando as características e as necessidades de cada comunidade.

Assessoria

Por Assessoria

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