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18 de maio reforça a luta por cuidado em liberdade e dignidade na saúde mental

por | 18 maio, 2026

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Celebrado em 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial marca a defesa de um modelo de saúde mental baseado no cuidado em liberdade, no respeito à dignidade humana e na inclusão social das pessoas em sofrimento psíquico.

A data simboliza a trajetória da Reforma Psiquiátrica Brasileira, movimento iniciado no fim da década de 1970 em oposição ao modelo manicomial, historicamente marcado pelo isolamento, pela exclusão social e pela violação de direitos dentro de hospitais psiquiátricos.

Ao longo de décadas, pessoas diagnosticadas com transtornos mentais foram submetidas a processos de institucionalização que interrompiam vínculos familiares, afetivos e comunitários. A crítica a esse modelo impulsionou a construção de políticas públicas voltadas à desinstitucionalização e ao cuidado comunitário.

Um dos principais marcos desse processo foi a Lei 10.216, de 2001, que redirecionou a assistência em saúde mental no país e consolidou a criação de uma rede substitutiva de atenção psicossocial.

Entre os serviços que passaram a integrar essa política estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Serviços Residenciais Terapêuticos, os Centros de Convivência e Cultura, além de equipes de saúde mental na atenção básica, leitos em hospitais gerais e programas de inclusão social.

A proposta da reforma é substituir a lógica do isolamento pelo fortalecimento do cuidado territorial e comunitário, considerando o sujeito em sua história, em seus vínculos e em seu contexto social.

Nesse modelo, a saúde mental deixa de ser compreendida apenas sob a perspectiva da doença e passa a envolver ações voltadas à cidadania, à convivência social, ao acesso à cultura, ao trabalho e à participação coletiva.

Em Alagoas, a ampliação dos serviços substitutivos permitiu avanços no atendimento e no acolhimento de pessoas em sofrimento psíquico. Ainda assim, especialistas e movimentos da área apontam desafios relacionados ao financiamento, à estrutura da rede e à permanência de práticas associadas à lógica manicomial.

Mais do que lembrar uma data histórica, o 18 de maio reforça a defesa de políticas públicas comprometidas com os direitos humanos e com a construção de uma sociedade que enfrente o sofrimento psíquico sem exclusão, violência ou abandono.

A Luta Antimanicomial também propõe uma reflexão permanente sobre preconceito, intolerância e invisibilidade social, defendendo que o cuidado em liberdade seja tratado como princípio ético fundamental nas políticas de saúde mental.

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