
Foto: Agência Alagoas
O monitoramento da qualidade da água nas praias e lagunas de Alagoas é realizado semanalmente pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA/AL), por meio da Gerência de Laboratório de Estudos Ambientais (Gelab). O trabalho tem como objetivo verificar se os locais estão próprios ou impróprios para banho, garantindo mais segurança e saúde para moradores e turistas.
As análises seguem os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 29 de novembro de 2000, que define parâmetros para a avaliação da balneabilidade das águas no Brasil. Entre os fatores observados estão a presença de coliformes fecais, além de indicadores físico-químicos como pH e salinidade.
Atualmente, o monitoramento é realizado em 78 trechos distribuídos pelo estado, definidos a partir de coordenadas geográficas e da maior concentração de banhistas. Desse total, 68 pontos estão localizados em praias e 10 em lagunas.
Logística e coleta das amostras
A coleta das amostras envolve uma operação organizada que começa ainda no laboratório. Antes de seguir para campo, a equipe técnica prepara todo o material necessário para garantir a integridade das amostras.
Segundo o consultor ambiental do IMA/AL, Ricardo Oliveira, o processo exige planejamento e rigor técnico.
“Existe toda uma logística que seguimos. Tudo começa no laboratório, onde o material é preparado: recipientes, termômetro, ficha de campo e caixa térmica para acomodar os recipientes e mantê-los resfriados. Seguimos um checklist com todo rigor para preservar o material coletado”, explicou.
Após a coleta, as amostras são transportadas até a sede do órgão, onde passam por uma série de análises físico-químicas e microbiológicas. O processo envolve diferentes etapas dentro do laboratório, incluindo salas de análises, microbiologia, incubação, esterilização e lavagem de materiais.

Foto: Agência Alagoas
Análises em laboratório
De acordo com o consultor ambiental e técnico do Laboratório de Microbiologia do IMA, Diogo Henrique, existe um prazo específico para iniciar as análises após a chegada das amostras.
“Quando as amostras chegam, temos até 24 horas para fazer a inoculação, que é a distribuição dos tubos. Depois disso, deixamos incubados na estufa por um período de 24 horas. Em seguida, fazemos a leitura para identificar a quantidade de bactérias presentes nos trechos”, explicou.
Os resultados permitem identificar se um determinado ponto está próprio ou impróprio para banho. No entanto, o especialista ressalta que a classificação se refere apenas ao trecho analisado, geralmente em um raio de cerca de 100 metros.
“Aquele local pode variar de próprio para impróprio e vice-versa na semana seguinte, quando é feita uma nova análise. Isso pode acontecer, por exemplo, por influência das chuvas, que podem levar contaminação para aquele trecho”, destacou.
Trabalho integrado
O monitoramento da balneabilidade envolve diferentes setores do IMA. Além do laboratório, equipes das áreas de fiscalização e gerenciamento costeiro também participam das atividades.
Para o coordenador de Gerenciamento Costeiro do órgão, Ricardo César, a atuação integrada é fundamental para garantir a qualidade das análises e orientar ações ambientais no estado.
“É um trabalho sério que envolve vários profissionais em uma equipe multidisciplinar. Tudo isso para garantir, em primeiro lugar, a saúde pública e subsidiar políticas públicas que melhorem as condições das nossas praias”, afirmou.

Foto: Agência Alagoas
Atuação do laboratório
Além das análises de balneabilidade das praias e lagunas, a Gerência de Laboratório de Estudos Ambientais do IMA oferece diversos serviços voltados à avaliação da qualidade da água em Alagoas.
Entre as atividades desenvolvidas estão análises físico-químicas e biológicas para verificar a potabilidade da água em empreendimentos, além de avaliações voltadas para carcinicultura, piscicultura, poços e outros sistemas de abastecimento.
O laboratório também realiza monitoramento de águas superficiais e subterrâneas, análise de efluentes de esgotamento sanitário e industrial, além de prestar serviços para instituições públicas, privadas e pessoas físicas, contribuindo para o controle ambiental e o embasamento técnico das ações de fiscalização do órgão.




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