
Ônibus que saiu do interior de Alagoas com destino a São Paulo caiu de um viaduto em João Monlevade, Minas Gerais | JN
A Defensoria Pública de Alagoas solicitou à Justiça o bloqueio e indisponibilidade de bens imóveis, em nome das empresas Localima Turismo e JS Turismo, com valor não inferior a R$ 3 milhões. Os defensores públicos que atuam no Sertão também querem a penhora, via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SisbaJud), de contas bancárias vinculadas à empresa seguradora, no valor da integralidade do capital segurado, no total de R$ 4.084.750,00.
O objetivo é assegurar os direitos dos sobreviventes e familiares das vítimas do acidente com o ônibus da empresa Localima Turismo, ocorrido em João Monlevade, Minas Gerais, em 4 de dezembro passado. Com o bloqueio, a Defensoria Pública quer garantir que todas as vítimas e familiares recebam as devidas indenizações.
A tragédia, aparentemente provocada pela falta de freio no veículo que caiu de um viaduto a mais de 35 metros de altura, provocou a morte de 19 pessoas, em sua maioria, moradores das cidades de Mata Grande, Água Branca, Delmiro Gouveia e Pariconha, e deixou 27 feridos.
A ação foi ingressada pela Defensoria Pública, ainda no mês de dezembro, mas a liminar foi negada pelo juiz de primeiro grau. No novo pedido, assinado pelos defensores públicos Wagner de Almeida Pinto, Andrea Carla Tonin e Lucas Monteiro Valença, são apresentadas ao magistrado novas informações que deixam claro a falta de compromisso das empresas de transporte para com os sobreviventes e famílias das vítimas. Eles também defendem a necessidade do bloqueio para garantir os direitos de todos que sofreram com a tragédia.
*Com Assessoria





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