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Enem: psicóloga explica como controlar a ansiedade e evitar o famoso “branco” na prova

por | 25 out, 2026

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O medo de não conseguir uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode atrapalhar até estudantes que passaram meses se preparando. Em situações de pressão, a ansiedade pode dificultar a concentração e o acesso a informações já estudadas, provocando o chamado “branco” na hora de responder às questões.

A psicóloga e professora do curso de Psicologia da Afya Unima, Amanda Lima, explica que esse bloqueio momentâneo nem sempre significa falta de conhecimento. Muitas vezes, está relacionado à dificuldade de recuperar informações diante da cobrança por resultados.

“O branco não significa necessariamente falta de conhecimento, mas pode refletir uma dificuldade momentânea de recuperar informações sob pressão”, afirma.

Segundo a especialista, pensamentos sobre o medo de fracassar, decepcionar a família ou não alcançar a aprovação podem dividir a atenção do candidato. Em vez de se concentrar no enunciado, o estudante passa a se preocupar com o tempo disponível, as consequências de um possível erro e o desempenho de outras pessoas.

O que fazer quando dá branco?

Ao perceber que não consegue lembrar uma resposta, a orientação é evitar o desespero. Respirar suavemente, reconhecer a ansiedade e voltar a atenção para o que a questão está pedindo são medidas que podem ajudar.

Outra estratégia é analisar as alternativas por partes e identificar informações que o estudante já conhece. Se a resposta continuar difícil de recuperar, vale seguir para as próximas questões e retornar àquela depois.

“É importante saber que não precisamos eliminar todo o desconforto para continuar agindo. O estudante pode sentir ansiedade e, ainda assim, seguir fazendo a prova”, orienta Amanda.

Como se preparar emocionalmente para o Enem?

Na reta final, a recomendação é manter uma rotina equilibrada, com revisões realistas, simulados, sono adequado e pausas para descanso. Alimentação e atividades físicas compatíveis com a rotina também podem contribuir para o bem-estar.

A psicóloga alerta que tentar aprender todo o conteúdo de última hora e estudar sem intervalos pode aumentar a pressão emocional.

“Descansar não significa perder tempo. A preparação precisa ser sustentável, sem transformar cada hora do dia em uma cobrança”, destaca.

O apoio de familiares e professores também faz diferença. Evitar comparações, reconhecer o esforço e respeitar os momentos de descanso são atitudes que ajudam a diminuir a pressão sobre os candidatos.

Quando a ansiedade se torna um alerta?

O nervosismo antes de uma prova importante é comum. No entanto, quando a ansiedade se torna intensa ou frequente e começa a prejudicar o sono, os estudos e a qualidade de vida, pode ser necessário buscar ajuda especializada.

Entre os sinais que merecem atenção estão taquicardia, tremores, suor excessivo, náuseas, tensão muscular, insônia, dificuldade de concentração e medo intenso de fracassar. Evitar simulados ou adiar os estudos por receio de errar também pode indicar dificuldade para lidar com a pressão.

“A presença isolada de um sintoma não significa necessariamente um transtorno de ansiedade. É a frequência, a intensidade e o prejuízo que vão indicar a necessidade de uma ajuda especializada”, explica Amanda.

A psicoterapia pode ajudar o estudante a reconhecer padrões de pensamento, lidar com a incerteza e desenvolver estratégias para enfrentar situações de pressão.

A especialista ressalta que sentir ansiedade não é sinal de fraqueza ou despreparo. Também é importante não transformar o resultado do exame em uma medida do próprio valor.

“O Enem é uma etapa importante, mas não define toda a inteligência, a capacidade ou as possibilidades de futuro de ninguém”, conclui.

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