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FIEA apresenta desafios e oportunidades da indústria do NE na Semana do Clima em NY

por | 24 set, 2026

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O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José da Silva Nogueira Filho, participou, nessa quarta-feira (23), na Semana do Clima em Nova York, do painel Regional Perspectives, promovido pela Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC). O diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA, Julio Zorzal, também participou do evento.

O painel reuniu representantes do Brasil, México e Colômbia para discutir caminhos de ampliação do acesso à energia limpa. Além de Nogueira, participaram Marco Jano Ito, diretor adjunto de Pesquisa do Instituto de Desarrollo Energía y Ambiente, do México; Franco Piza, diretor de Sustentabilidade do Bancolombia – Grupo Cibest, da Colômbia; e Courtenay McHugh, diretora de Clima e Meio Ambiente da Nike. A abertura foi feita por Diego Merizalde, líder do programa LACEC, e Karen Silverwood-Cope, diretora de Clima, Finanças e Economia do WRI Brasil, que também moderou a conversa.

Na apresentação inicial, Merizalde explicou que a LACEC busca aproximar empresas, investidores, governos e especialistas para ampliar o acesso da indústria à energia limpa nos três países. A proposta é conectar a demanda das empresas a investimentos e políticas públicas, além de compartilhar soluções que possam ser aplicadas em diferentes mercados da América Latina.

Para o Brasil, a coalizão destacou o potencial do Nordeste de atrair indústrias interessadas em produzir com energia limpa. Entre as prioridades apresentadas estão o armazenamento de energia, novas formas de contratação de fontes renováveis e o uso de eletrificação e bioenergia sustentável em processos industriais e frotas.

Assessoria

Em sua participação no painel, Nogueira defendeu que as iniciativas de descarbonização já desenvolvidas por diferentes indústrias sejam conectadas. Segundo ele, a cooperação pode transformar projetos isolados em oportunidades de desenvolvimento, aproximando empresas, instituições de pesquisa, investidores e governos.

O vice-presidente da FIEA apontou o acesso ao financiamento, a infraestrutura de transmissão de energia e a formação de profissionais entre os desafios da região. Ele observou que o Nordeste tem grande capacidade de geração, mas precisa fortalecer as redes de transmissão e avançar em soluções de armazenamento para aproveitar melhor esse potencial e atrair novas empresas.

Nogueira destacou a atuação conjunta das federações das indústrias nordestinas por meio do Nordeste Forte e lembrou que a rede de institutos de tecnologia do SENAI pode contribuir para o desenvolvimento de soluções em energias renováveis. Também ressaltou o papel da FIEA na aproximação entre o setor produtivo e o poder público e a importância de trazer para a região parceiros com experiência e tecnologia.

Ao apresentar oportunidades concretas, citou a produção de etanol e o aproveitamento de resíduos da atividade sucroenergética para gerar biometano e outros combustíveis sustentáveis. Entre os exemplos de Alagoas, mencionou o projeto da Cooperativa Pindorama em parceria com a Veolia, voltado à produção de biometano e vapor verde.

Assessoria

Para Julio Zorzal, a forma como a LACEC apresentou os três países dá destaque ao papel do Brasil nessa agenda. Enquanto o material aponta para o México o desafio de ampliar o acesso ao mercado e ao financiamento e, para a Colômbia, o de superar obstáculos na rede elétrica, a prioridade atribuída ao Brasil é inovar, aproveitando a oferta de energia limpa para fortalecer a competitividade industrial. Na avaliação do diretor, a presença da FIEA no painel é uma oportunidade de mostrar como o Nordeste pode transformar seu potencial energético em projetos,  investimentos e desenvolvimento de negócios sustentáveis.

A participação da FIEA em Nova York deu continuidade ao diálogo iniciado em Maceió no começo de setembro, com assinatura do Protocolo de Intenções para representar a LACEC no Brasil, ampliando a sua atuação a partir de Alagoas, em parceria com o WRI Brasil, a FIEA e o SENAI Alagoas. As discussões daquele encontro foram levadas à Semana do Clima para contribuir com a construção de uma agenda de energia limpa para a indústria latino-americana.

Por Assessoria

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