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Hidratação na terceira idade: um hábito simples que protege a saúde

por | 18 jul, 2026

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Beber água é um hábito simples, mas essencial para a manutenção da saúde, especialmente na terceira idade. Com o passar dos anos, muitos idosos passam a sentir menos sede, o que aumenta o risco de desidratação e pode agravar problemas de saúde já existentes.

Segundo o médico geriatra Leonardo Lopes, coordenador da Pós-Graduação em Geriatria da Afya Maceió, essa mudança faz parte do processo natural de envelhecimento e está relacionada a alterações no funcionamento do organismo.

“Com o passar dos anos, o cérebro perde parte da sensibilidade dos osmorreceptores, estruturas responsáveis por identificar quando o organismo precisa de água. Além disso, o corpo passa a armazenar menos líquidos e os rins ficam menos eficientes para reter água”, explica.

A desidratação não ocorre apenas em períodos de calor intenso. Ela também pode acontecer dentro de casa, devido ao esquecimento, dificuldades de locomoção, uso de medicamentos diuréticos ou até pela redução voluntária do consumo de líquidos por medo da incontinência urinária.

Entre os principais sinais de alerta estão boca seca, lábios ressecados, diminuição da urina, urina escura, dores de cabeça, tonturas e cãibras. Em situações mais graves, podem surgir confusão mental, sonolência excessiva, pressão baixa, palpitações e ausência de urina por várias horas, exigindo atendimento médico.

O geriatra alerta que a falta de água pode trazer consequências mais sérias para idosos com doenças crônicas, aumentando a sobrecarga do coração, prejudicando a função dos rins, elevando a glicose em pessoas com diabetes e intensificando sintomas relacionados às demências.

Outro hábito comum é evitar líquidos para reduzir as idas ao banheiro. Porém, segundo Leonardo Lopes, essa prática pode piorar o problema. “A urina fica mais concentrada, irrita a bexiga e aumenta tanto a urgência urinária quanto o risco de infecções”, afirma.

Para melhorar a hidratação, a recomendação é distribuir o consumo de líquidos ao longo do dia, reduzindo apenas próximo ao horário de dormir. Além da água, frutas como melancia, melão, laranja e abacaxi, além de vegetais como pepino, tomate e alface, também ajudam no fornecimento de líquidos ao organismo.

Familiares e cuidadores têm papel fundamental nesse processo. Deixar água sempre disponível, oferecer pequenas quantidades várias vezes ao dia e criar uma rotina de hidratação são estratégias que ajudam a prevenir a desidratação.

“O ideal é não esperar o idoso sentir sede. A hidratação precisa fazer parte da rotina diária. Em pessoas sem restrições médicas específicas, recomenda-se uma ingestão aproximada de 30 a 35 ml de líquidos por quilo de peso corporal, sempre com orientação individualizada quando houver doenças cardíacas ou renais”, conclui o especialista.

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