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Meta impõe limite de uso e bloqueio noturno para adolescentes no Facebook e Instagram

por | 28 ago, 2026

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A Meta anunciou uma série de mudanças no Facebook e no Instagram voltadas a usuários menores de 18 anos nos Estados Unidos. As medidas fazem parte de um acordo firmado pela empresa com autoridades de 29 estados americanos e alteram recursos que podem influenciar diretamente o tempo de permanência dos adolescentes nas plataformas.

Entre as principais novidades estão um limite diário de duas horas para o uso combinado das duas redes, bloqueio durante a madrugada, silenciamento de notificações no horário escolar e maior controle dos pais sobre determinadas funções.

O acordo foi firmado após acusações de que as plataformas disponibilizavam recursos capazes de estimular o uso excessivo por crianças e adolescentes. Como parte do compromisso, a Meta também concordou em pagar cerca de 14,31 bilhões de euros.

A empresa afirmou que pretende estabelecer um ambiente mais seguro para o público adolescente e defendeu que outras plataformas populares entre jovens adotem medidas semelhantes.

Veja o que muda:

1. Duas horas de uso por dia

Adolescentes menores de 18 anos passarão a ter um limite de duas horas diárias para utilizar Facebook e Instagram.

O período será compartilhado pelas duas plataformas. Assim, duas horas representam o tempo total de navegação, e não duas horas em cada rede.

A restrição poderá ser retirada pelos pais ou responsáveis.

2. Redes sociais serão bloqueadas durante a madrugada

As contas de menores ficarão impedidas de acessar os principais recursos das plataformas entre meia-noite e 6h.

Nesse intervalo, não será possível navegar pelo feed, assistir a Stories e Reels ou publicar conteúdos.

3. Notificações serão interrompidas durante as aulas

Um novo “modo escola” será implementado para contas de adolescentes.

Entre 8h e 15h, as notificações ficarão silenciadas automaticamente. Mensagens diretas e avisos relacionados à segurança serão mantidos como exceção.

A intenção é reduzir interrupções durante o período escolar.

4. Celular vai avisar quando o tempo de uso aumentar

Os adolescentes também receberão lembretes durante a utilização das plataformas.

Os avisos aparecerão a cada 15 minutos de uso contínuo. Haverá ainda alertas específicos quando o usuário atingir uma hora e, posteriormente, uma hora e meia de utilização no mesmo dia.

5. Feed poderá funcionar sem recomendações

Outra novidade será a possibilidade de escolher uma experiência de feed sem a organização baseada no sistema de recomendações da Meta.

A empresa também pretende lembrar periodicamente os adolescentes de que essa alternativa está disponível.

6. Vídeos não serão mais reproduzidos automaticamente

A reprodução automática de vídeos será desativada nas contas de menores.

Com a mudança, será necessário tocar no conteúdo para iniciar a reprodução. Pais e responsáveis poderão alterar essa configuração.

7. Curtidas ficarão ocultas

Os adolescentes deixarão de visualizar o número de curtidas e outras reações em publicações.

A regra deverá valer tanto para conteúdos publicados pelos próprios usuários quanto para posts de outras pessoas.

8. Filtros que alteram a aparência terão restrições

A Meta também pretende limitar o acesso de menores a determinados filtros de beleza.

Efeitos que promovem mudanças significativas na aparência, incluindo simulações de procedimentos estéticos e alterações mais intensas de maquiagem, estarão entre os recursos restringidos.

Mudanças ampliam pressão sobre redes sociais

O pacote anunciado pela Meta representa mais um passo na tentativa de reduzir o uso excessivo das redes sociais por adolescentes e ampliar a participação dos pais nas configurações das contas.

Embora as regras tenham sido anunciadas inicialmente para os Estados Unidos, elas podem aumentar a pressão sobre outras plataformas e influenciar o debate internacional sobre proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A própria Meta vem defendendo que serviços como TikTok e YouTube adotem iniciativas semelhantes, em um momento em que empresas de tecnologia enfrentam cobranças crescentes sobre os efeitos das redes sociais no comportamento e na rotina de usuários mais jovens.

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