O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) decidiu apertar o cerco contra o uso de motos aquáticas para fins comerciais em Maragogi, um dos destinos turísticos mais famosos do litoral nordestino. Em recomendação oficial, o órgão orienta a Prefeitura a proibir e fiscalizar de forma rigorosa a circulação de jet skis em toda a extensão da orla marítima do município.
A medida não é exatamente nova, mas ganha força agora. Desde 2021, um decreto municipal já veda a atividade, especialmente em áreas sensíveis como as Galés, Taócas, Barra Grande e o Caminho de Moisés — pontos que integram a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. Segundo o MPAL, porém, denúncias frequentes indicam que a regra vem sendo descumprida, colocando em risco banhistas, turistas e o frágil ecossistema marinho da região.
Mais do que uma questão ambiental, o Ministério Público destaca o aspecto da segurança. O tráfego de motos aquáticas próximo à faixa de areia e às áreas de mergulho aumenta o risco de acidentes graves, além de provocar conflitos entre usuários do mar. Por isso, a recomendação pede fiscalização contínua, apreensão imediata dos veículos irregulares e aplicação de multas que podem chegar a R$ 5 mil por equipamento.
O documento também reforça que Maragogi tem o dever legal de proteger seu patrimônio natural, base da economia turística local. A poluição sonora, o impacto sobre corais e a perturbação da fauna marinha são apontados como consequências diretas do uso indiscriminado de jet skis.
Agora, cabe ao poder público municipal mostrar que a regra vai sair do papel. O MPAL estabeleceu prazo de cinco dias para que a Prefeitura informe se vai acatar a recomendação e quais medidas práticas adotará.






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