Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o jornalista e escritor era membro. Segundo a Folha, ele não resistiu a uma pneumonia.
Nascido em Além Paraíba (MG), em 1931, Zuenir construiu uma carreira de mais de seis décadas no jornalismo. Foi repórter, editor e colunista de diferentes veículos, além de ter atuado como professor. Em 2014, foi eleito para a cadeira 32 da ABL, sucedendo Ariano Suassuna.
Entre suas obras mais conhecidas está “1968: O Ano que Não Terminou”, lançado em 1988 e dedicado aos acontecimentos políticos e culturais daquele período da história brasileira. O livro alcançou mais de 400 mil exemplares vendidos e posteriormente inspirou a minissérie “Anos Rebeldes”.
Zuenir também se destacou por reportagens sobre a Amazônia e a violência urbana. A cobertura sobre Chico Mendes rendeu os prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog, enquanto “Cidade Partida”, publicado em 1994, abordou a violência no Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio Jabuti de Reportagem.
O velório está previsto para esta quarta-feira (23), na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio. O escritor será sepultado no mausoléu dos imortais.







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