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MPAL e MPF recomendam que secretarias apresentem plano de ação sobre oxigênio medicinal

por | 27 jan, 2021

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Pacientes deixam Manaus em avião da FAB com destino a Maceió | Davis Alberto/Secom/AL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e o Ministério Público Federal (MPF) expediram recomendação para que as secretarias de Saúde do Estado e de Maceió elaborem e apresentem, em dez dias, um plano de ação conjunto referente ao oxigênio medicinal destinado às unidades referências no combate à Covid-19.

O documento deve conter detalhes desde a produção até o consumo do produto. Diante da tragédia humanitária observada no Amazonas e no Pará, a ação dos ministérios públicos Estadual e Federal visa a evitar que a crise gerada pela falta dos cilindros de oxigênio para tratamento de pacientes chegue a Alagoas.

As informações sobre a demanda por oxigênio medicinal nas redes estadual e municipal, bem como a capacidade dos fornecedores em atendê-la, devem ser enviadas ao MPAL e ao MPF semanalmente, enquanto durar o estado de emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) declarado pelo governo federal.

Na recomendação os promotores alertam que a não observância, assim como omissões, da fiscalização, da produção, do consumo e do armazenamento de oxigênio medicinal poderá ocasionar sanções administrativas, civis e penais, por descumprimento de mandamento constitucional.

Os destinatários têm um prazo de cinco dias para informar ao Ministério Público de Alagoas e ao Ministério Público Federal se acatam a recomendação.

O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, pela Força-Tarefa de Prevenção e Enfrentamento da Pandemia do Novo Coronavírus do Ministério Público de Alagoas, e pelos procuradores da República em Alagoas, Bruno Jorge Rijo Lamenha Lins, Júlia Wanderley Vale Cadete, Niedja Gorete de Almeida Rocha Kaspary e Roberta Lima Barbosa Bomfim.

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