A cidade do Rio de Janeiro receberá, no dia 22 de novembro, a 31ª edição da Parada do Orgulho LGBTI+ Rio, que será realizada na orla de Copacabana com o tema “Reconhecemos justa toda forma de amor e de existência”.
A proposta da edição deste ano é destacar direitos conquistados pela comunidade LGBTI+, como o reconhecimento da união civil entre casais homoafetivos, a criminalização da LGBTfobia e o direito de pessoas trans à retificação do nome.
O presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, Claudio Nascimento, afirmou que o evento busca celebrar conquistas sem deixar de lado as pautas políticas e sociais.
“O direito ao casamento no Brasil foi uma conquista importante para a comunidade, mas é uma conquista ainda em processo. É importante dizer que o direito existe e que ele precisa ser respeitado na sua íntegra”, declarou.
Segundo Claudio, questões relacionadas aos direitos da população trans seguem entre as principais reivindicações do movimento.
“Coisas básicas, como por exemplo o direito a usar o banheiro feminino, no caso de mulheres trans, ainda permanecem sendo questionadas. Direito ao trabalho, saúde, hormonoterapia, a gente precisa reivindicar políticas públicas para pessoas trans”, afirmou.
A organização informou que a programação da Parada contará com mais de 30 eventos culturais, institucionais e de cidadania até novembro.
O primeiro pré-evento será realizado na próxima segunda-feira (25), no Teatro Carlos Gomes, com o sarau “Memórias dos afetos, herança de nossos amores e de nossas lutas”.
Entre os participantes estão a vereadora Mônica Benicio, viúva da ex-vereadora Marielle Franco, e o próprio Claudio Nascimento, que relembrou ter participado do primeiro casamento público gay realizado no Brasil, em 1994.
Ao comentar críticas sobre o caráter festivo da Parada, Claudio defendeu que celebração e mobilização política podem caminhar juntas.
“O nosso povo encontrou uma maneira própria de reivindicar direitos, celebrando a sua própria existência e denunciando os preconceitos. As coisas não precisam estar radicalmente dissociadas”, disse.
A organização também reforçou a necessidade de maior apoio financeiro ao evento. Segundo Claudio Nascimento, dados da Escola Superior de Propaganda e Marketing apontam que a Parada movimenta entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões em impostos para a cidade do Rio de Janeiro.
“É um apelo para que as empresas se envolvam mais e se comprometam mais com o tema dos direitos humanos e da diversidade da comunidade. Que não fique somente no Dia do Orgulho, porque orgulho é todo dia”, concluiu.







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