A Câmara dos Deputados informou ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que o deputado federal Mário Frias viajou ao Bahrein e aos Estados Unidos antes da autorização oficial da Casa para as missões internacionais.
Segundo manifestação enviada ao STF nesta sexta-feira, os pedidos feitos pelo parlamentar para as viagens ainda estavam em fase de análise quando ele deixou o país. A viagem ao Bahrein estava prevista entre os dias 12 e 18 de maio, enquanto a ida aos Estados Unidos ocorreria entre 19 e 21 de maio.
O caso é analisado pelo ministro Flávio Dino no âmbito de uma investigação sobre a destinação de emendas parlamentares de Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil, organização ligada à produtora audiovisual responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Frias é apontado como produtor-executivo da obra.
Há cerca de um mês, o STF tenta notificar o deputado para que ele preste esclarecimentos sobre o envio de R$ 2 milhões à entidade.
Em entrevista ao SBT News, Mário Frias afirmou que esteve no Bahrein para discutir investimentos no Brasil e que, nos Estados Unidos, buscaria oportunidades na área de segurança pública.
“Eu tenho passagem de volta para o Brasil. Tenho uma filha de 14 anos no Brasil, a minha esposa está no Brasil. Não devo nada e estou pronto para prestar contas”, declarou.
A investigação teve origem em representação apresentada pela deputada Tabata Amaral. Segundo a parlamentar, o repasse de recursos públicos para o projeto audiovisual pode configurar desvio de finalidade.
O caso ganhou repercussão após o site The Intercept divulgar que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para as gravações do filme.







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