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Pneu não precisa estar careca para indicar desgaste; veja os sinais de alerta

por | 6 out, 2026

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Desgaste irregular, bolhas, cortes e perda frequente de pressão estão entre os sinais que podem indicar que o pneu precisa ser avaliado ou substituído. Para especialistas, esperar que a borracha fique completamente lisa para procurar manutenção pode representar um risco desnecessário à segurança.

A preocupação ganha dimensão diante dos dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que registrou 140.350 autuações em 2025 relacionadas à condução de veículos em mau estado de conservação. O levantamento reúne diferentes tipos de irregularidades e não se restringe aos pneus.

Em Alagoas, uma ocorrência registrada em abril de 2025 mostrou a gravidade que o problema pode alcançar. Uma carreta foi retirada de circulação na BR-316, em Santana do Ipanema, após fiscalização identificar pneus em estado crítico, alguns com arames expostos. O veículo também apresentava problemas no sistema de freios.

Como são o principal ponto de contato do veículo com o pavimento, os pneus influenciam diretamente na aderência, estabilidade e frenagem. Por isso, a avaliação deve ir além da aparência.

“Cortes, bolhas, desgaste maior de um lado do que do outro e perda recorrente de pressão são sinais que merecem atenção. Observar os pneus com frequência permite identificar alterações antes que elas avancem”, explica Rogério Almeida, gerente comercial da Renault Du Nort.

TWI mostra limite de desgaste

Um dos principais recursos para verificar a condição dos pneus é o TWI, indicador localizado dentro dos sulcos da banda de rodagem. Quando o desgaste chega à altura desse indicador, o pneu atingiu o limite permitido e precisa ser substituído.

A profundidade mínima dos sulcos prevista na legislação é de 1,6 milímetro. Por isso, a inspeção visual periódica pode ajudar o motorista a identificar a necessidade de manutenção antes que o pneu apresente uma condição mais grave.

A calibragem também merece atenção. A pressão deve seguir a recomendação indicada pelo fabricante do veículo, inclusive considerando situações de maior carga. Rodar com pressão inadequada pode comprometer o comportamento do automóvel e acelerar o desgaste.

“Cada modelo possui uma especificação definida pelo fabricante. Também é importante fazer a verificação com os pneus frios e observar se algum deles está perdendo pressão com frequência, porque isso pode indicar vazamento ou outro problema”, orienta Almeida.

Desgaste irregular pode indicar problema mecânico

Nem sempre o desgaste está relacionado apenas ao próprio pneu. Problemas de alinhamento, balanceamento ou componentes da suspensão também podem provocar desgaste irregular.

Vibrações no volante, veículo puxando para um dos lados e marcas de desgaste concentradas em determinadas regiões da banda de rodagem são sinais que justificam uma avaliação profissional.

Por isso, uma revisão preventiva deve considerar o conjunto do veículo, incluindo pneus, alinhamento, balanceamento e suspensão. A PRF também recomenda a checagem do automóvel antes de viagens, com atenção especial às condições dos pneus.

“Pneu não deve ser avaliado isoladamente. Às vezes, o desgaste que aparece na borracha é consequência de uma alteração em outro componente. Uma avaliação técnica ajuda a identificar a origem e evita simplesmente trocar o pneu sem corrigir o que provocou aquele desgaste”, finaliza Rogério Almeida.

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