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Tânia de Maya Pedrosa recebe título de Doutora Honoris Causa da Ufal

por | 28 abr, 2025

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Foto: Divulgação

No último sábado, 26 de abril, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) concedeu o título de Doutora Honoris Causa à artista plástica Tânia de Maya Pedrosa, em uma cerimônia realizada na Associação Comercial de Alagoas, no histórico bairro de Jaraguá, em Maceió. A honraria reconhece a notável contribuição de Tânia para a preservação e promoção da arte popular brasileira, especialmente a alagoana, ao longo de mais de cinco décadas de dedicação.

A solenidade foi conduzida pelo reitor da Ufal, professor Josealdo Tonholo, ao lado da vice-reitora, professora Eliane Aparecida da Silva. Também participaram da solenidade diversas autoridades acadêmicas, dirigentes culturais e representantes de instituições de defesa da cultura popular. Familiares, amigos, artistas plásticos, intelectuais e admiradores da artista prestigiaram a cerimônia, que se transformou em uma grande celebração da vida e da obra de Tânia de Maya Pedrosa, um dos maiores nomes da arte popular brasileira.

Foto: Divulgação

A escolha de Tânia para receber esse título foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário da Ufal, demonstrando o compromisso da Universidade em valorizar a produção artística e cultural alagoana. Durante a cerimônia, a museóloga e professora Hildênia Oliveira ressaltou que a homenagem representa não apenas um reconhecimento individual, mas também um destaque para a importância das artes visuais e do colecionismo no fortalecimento da identidade cultural: “Esta honraria valoriza a dedicação de Tânia à arte popular e reafirma a relevância de sua trajetória para a memória cultural de Alagoas e do Brasil.”

Quem é Tânia Pedrosa

Nascida em Maceió, em 27 de outubro de 1933, Tânia é filha de Paulo de Ramalho Pedrosa, ecologista pioneiro de Alagoas, e de Benita Mathilde de Maya Pedrosa, professora de piano clássico. Desde a infância, teve contato com manifestações culturais populares, como folguedos e cerâmicas, que influenciaram profundamente sua trajetória artística. Apesar de ter iniciado sua formação nos moldes tradicionais, Tânia escolheu trilhar um caminho próprio, mergulhando no universo da arte naïf, caracterizada por cores vibrantes e traços simples, carregados de simbolismo nordestino.

Foto: Divulgação

Além de sua produção artística, Tânia é reconhecida como uma das maiores colecionadoras de arte popular do país. Seu acervo, composto por mais de 1.500 peças, inclui obras de renomados artistas populares, como Vitalino e seus descendentes, de Caruaru (PE), e Zezinho de Tracunhaém (PE). Parte dessa coleção está em exposição permanente na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Alagoas, no bairro de Jaraguá.

A artista também é autora do livro Arte Popular de Alagoas, cuja quarta edição foi lançada recentemente. A publicação, revista e atualizada, oferece uma nova perspectiva sobre a arte e a cultura popular do estado, contando com artigos de especialistas como Adélia Borges e Ceres Franco.

Em 1998, Tânia recebeu o Prêmio Aquisição na Bienal Naïfs do Brasil, realizada pelo Sesc São Paulo, reconhecimento que se repetiu em 2000 e 2006. Em 2014, sua obra recebeu Menção Especial na mesma bienal. Em 2023, aos 90 anos, foi homenageada com a exposição Das Lagoas ao Imaginário Popular, exibida em Paraty (RJ) e Maceió (AL), que celebrou sua trajetória e influência na arte popular brasileira.

Por Assessoria

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