A Seleção Brasileira Feminina deu um passo decisivo na sua renovação visando a Copa do Mundo de 2027. Nos dois amistosos disputados contra o Japão durante a Data Fifa, quem brilhou foram as estreantes. Com personalidade e talento, as jovens atacantes Dudinha e Jhonson, ambas de 19 anos, foram as responsáveis diretas pelas vitórias brasileiras.
Na Neo Química Arena, Dudinha foi o grande nome do jogo ao marcar dois gols e comandar o triunfo por 3 a 1. Já em Bragança Paulista, Jhonson saiu do banco para anotar um golaço e selar a virada por 2 a 1, mostrando que a nova geração chegou para ficar.
Companheiras desde as categorias de base, as duas mantêm uma sintonia que vai além das quatro linhas. “Eu e a Jhonson temos uma parceria incrível. A gente se apoia muito, jogamos juntas desde o sub-17. Vibrei com o gol dela como se fosse meu, e ela fez o mesmo na Arena. Estou muito feliz pelo que estamos vivendo”, afirmou Dudinha, após a partida, celebrando o momento especial que ambas atravessam.
Enquanto isso, nomes históricos como Marta participaram discretamente dos confrontos. Embora represente o fim simbólico de uma era, essa transição evidencia que a seleção começa a superar a dependência da camisa 10 — uma etapa inevitável e saudável no processo de reconstrução.
O técnico Arthur Elias também reforçou que o ciclo está aberto e que o grupo vai além da lista tradicional de convocadas. “A seleção hoje não é só composta pelas 23 jogadoras. É preciso entrega nos clubes, acreditar no plano de jogo, estar bem mentalmente. Isso faz a diferença”, comentou em coletiva, após o segundo amistoso.
Com talento jovem despontando e espaço sendo conquistado na bola, o Brasil começa a traçar um novo caminho para 2027 — com mais coletividade, menos dependências e muito mais promessa no horizonte.





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