domingo, 05 julho 2026
Nuvens dispersas
Maceió
26°C
Nuvens dispersas
Nuvens dispersas
Maceió
26°C
Nuvens dispersas

Brasileiro compromete mais de 70% da renda com contas, revela estudo da Serasa

por | 19 ago, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

© Photo by rawpixel on Unsplash

Um levantamento recente da Serasa Experian mostra que, em 2025, 70,5% da renda dos brasileiros está comprometida com contas a pagar, entre elas dívidas bancárias, faturas de cartão de crédito, energia elétrica, internet e outros serviços essenciais. Esse cenário deixa, em média, apenas R$ 968 disponíveis para novas despesas ao mês.

A pressão é ainda maior sobre os que ganham menos. Para pessoas com renda de até um salário mínimo, 90,1% da renda está comprometida, enquanto entre aqueles com mais de dez salários mínimos, esse índice cai para 58,2%. Esse contraste evidencia a vulnerabilidade financeira das famílias de menor renda.

Apesar dos indicadores ainda elevados, há uma tendência de queda gradual no comprometimento da renda: 72,3% em 2022, 72% em 2023, 70,9% em 2024, até o atual patamar de 70,5% em 2025.

Eduardo Mônaco, vice‑presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian, atribui parte dessa redução ao mercado de trabalho aquecido e às políticas de estímulo à renda. Ainda assim, ele ressalta que o aumento na renda não tem sido suficiente para conter o avanço da inadimplência no país.

O comprometimento elevado da renda afeta a capacidade de consumo das famílias, com consequências diretas sobre setores como comércio e serviços. Além disso, o crescimento da inadimplência aumenta a percepção de risco no mercado de crédito, podendo elevar custos de financiamento e reduzir acesso a crédito.

Esse contexto de superendividamento, definido como a alocação de mais de 50% da renda para dívidas, acarreta efeitos além das finanças: compromete o mínimo existencial e impacta a saúde emocional dos indivíduos. A alta exposição ao endividamento pode agravar tensões familiares, ansiedade e sentimentos de exclusão.

A queda gradual do comprometimento, embora positiva, ainda ocorre em níveis preocupantes. Em 2025, ocupar mais de 70% da renda com contas obrigatórias mantém as famílias sob pressão constante, com pouca margem de manobra para imprevistos ou investimento futuro. Sob esse viés, políticas públicas eficazes, apoio à educação financeira e melhores condições de crédito são fundamentais para aliviar a sobrecarga sobre os orçamentos domésticos.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *