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Empresa que fornece areia para Braskem é denunciada por extração predatória em Feliz Deserto

por | 12 fev, 2025

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Retirada de areia trouxe danos ambientais e sociais ao município de Feliz Deserto | Reprodução

Moradores e empreendedores de Feliz Deserto, a cerca de 115 quilômetros de Maceió, encaminharam representação ao Ministério Público Federal (MPF/AL) denunciando a empresa Geomineração Exploração Mineral Ltda por exploração predatória de areia no município. A areia está sendo retirada e vendida à Braskem S/A para tamponamento das minas da multinacional na capital alagoana.

Na representação, os denunciantes pedem a suspensão imediata da retirada de areia em Feliz Deserto, e investigação sobre os danos ambientais e sociais decorrentes da exploração predatória. A população quer a recuperação desses danos, e a necessária compensação ambiental.

A formação de grandes lagos (crateras formadas nos pontos onde é retirada areia) às margens da AL 101 Sul, com risco de proliferação de doenças como Dengue e Chikungunya; rachaduras causadas pelas vibrações das máquinas de extração e pelo tráfego de veículos transportando areia, nas residências próximas às áreas de extração e a deterioração das vias de acesso ao município, devido ao tráfego constante de caminhões carregados, 24 horas por dia, estão entre os danos apontados na representação.

Extração pode ser investigada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM)

Um comerciante local estimou em 600 mil/m3, ou 1.700 toneladas, a quantidade de areia retirada de Feliz Deserto. Segundo essa fonte, caminhões-caçambas fazem cerca de 720 viagens por mês.

Os denunciantes pedem que a Defesa Civil Municipal e Estadual avaliem os riscos à segurança da população, e que seja acionado o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para avaliação dos impactos ambientais e geológicos dessa extração de areia.

A representação é assinada ainda pelo Observatório Ambiental/AL, pela BRcidades Maceió e pelo Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM).

 

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