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Operação em Maceió expõe uso de pizzaria como fachada do tráfico em ofensiva nacional contra facções

por | 18 mar, 2026

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Reprodução

A atuação da Polícia Federal em Maceió ganhou destaque na manhã desta quarta-feira (18) com a deflagração da Operação Última Fatia, que revelou o uso de uma pizzaria como fachada para o tráfico de drogas na região metropolitana. A ação, concentrada no município de Satuba, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e determinou a quebra de sigilo de dados telemáticos de investigados.

A ofensiva em Alagoas integra a Operação Força Integrada, uma megaoperação nacional que mobiliza forças de segurança em 15 estados para combater o crime organizado, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ao todo, estão sendo cumpridos 181 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão.

Coordenada pela Polícia Federal, a operação reúne as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que articulam a atuação conjunta de polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e órgãos estaduais de segurança pública. A estratégia busca ampliar a eficiência no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, além de crimes como lavagem de dinheiro.

Em diferentes regiões do país, as ações atingem estruturas complexas das facções. Em Campinas (SP), por exemplo, a Operação Dry Fall cumpre dezenas de mandados e bloqueia contas que podem somar até R$ 70 milhões. Já em São Luís (MA), a Operação Ictio mira um esquema de tráfico em larga escala com movimentações financeiras que chegam a R$ 297 milhões.

No Recife (PE), a Operação Roça combate grupos envolvidos com tráfico, roubos de carga e lavagem de dinheiro, enquanto no Paraná a Operação Blue Sky atua contra organizações ligadas ao PCC em cidades da região de Foz do Iguaçu. Há ainda ações em estados como Bahia, Amazonas, Pará e Rio Grande do Sul, com foco na desarticulação de redes criminosas e captura de lideranças.

A operação ocorre em meio ao avanço de investigações que apontam conexões entre o crime organizado e estruturas do sistema financeiro. Relatórios indicam que empresas ligadas ao PCC teriam movimentado cerca de R$ 1 bilhão por meio de fundos de investimento, levantando suspeitas sobre o uso de mecanismos legais para lavagem de dinheiro.

Esse cenário amplia o alcance das apurações e reforça o alerta das autoridades para a infiltração das facções em setores estratégicos da economia, evidenciando a necessidade de maior controle e fiscalização sobre operações financeiras consideradas atípicas.

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