As presidentes das cooperativas de catadores de material reciclável de Maceió participam da mesa de negociação no Ministério Público do Trabalho (MPT), para discutir reajuste no contrato firmado entre as cooperativas e a Prefeitura de Maceió, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum).
As cooperativas, quatro no total, contam com a assessoria técnica da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu ( CEASB) e da Mãos Verdes – Cooperativa dos Trabalhadores e Gestores Socioambientais.
O Contrato foi assinado em 2017 e, desde 2019, as cooperativas cobram reajustes. O vencimento é no mês de maio. Depois de várias rodadas de negociação, há uma sinalização de que os contratos de prestação de serviços de coleta seletiva serão renovados.
“Mas, ainda, não se chegou a um acordo quanto aos valores. A prefeitura ainda não apresentou a sua proposta. Inicialmente, o contrato era um piloto, que deveria ter sido ampliado nos anos seguintes, até universalizar o serviço de coleta seletiva para toda a cidade de Maceió, mas, a proposta não avançou além do projeto piloto”, declarou Vânia Gomes, tesoureira da Coopvila.
O serviço atende a 16 mil residências nos bairros Jacarecica, Cruz das Almas, Mangabeiras, Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, Pontal da Barra, Benedito Bentes, Serraria, Antares e Jardim Petrópolis.
Custos aumentaram
As dificuldades cresceram e têm impactado as cooperativas. “O estabelecimento de metas de crescimento de coleta e a quantidade de catadores nas cooperativas, a inflação do período, e a necessidade de novos investimentos para a ampliação do serviço estão cada vez mais difíceis. Os custos aumentaram e nunca houve reajuste contratual”, finalizou Vânia Gomes.
As cooperativas Coopvila, Cooplum, Cooprel Serraria e Cooprel Benedito Bentes têm, juntas, 120 cooperados e contam com equipes técnicas contratadas que lhes dão suporte. São contadores, engenheiros ambientais, auxiliares administrativos e motoristas. As cooperativas coletam cerca de 120 toneladas de materiais recicláveis por mês em Maceió, com possibilidade de ampliação dessa quantidade.







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