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Educação esquecida: obra de escola só anda após cobrança de vereador

por | 2 jun, 2025

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Reprodução/Instagram

O vereador Rui Palmeira (PSD) tem mantido uma rotina de visitas a dezenas de obras públicas paralisadas em Maceió — algumas delas abandonadas há mais de três anos, segundo o próprio parlamentar. Em sua mais recente publicação nas redes sociais, ele comemorou a retomada da construção da Escola Yeda Oliveira, no bairro Village Campestre, cuja execução estava travada apesar de contar com recursos do antigo FUNDEF.

“Visitei a Escola Yeda Oliveira há 2 meses, mostrando o abandono da obra. Depois de muita cobrança, a prefeitura retomou os trabalhos”, escreveu Rui em tom de vitória, destacando que a denúncia partiu de suas redes e da tribuna da Câmara. A publicação vem acompanhada de um convite aos seguidores: “Tem obra parada por aí também? Manda no direct as demandas do seu bairro que irei aí para cobrar por melhorias. Contem comigo.”

Apesar do entusiasmo, o episódio evidencia um problema recorrente na capital alagoana: a paralisia de obras públicas essenciais, como escolas, creches e unidades de saúde, que impactam diretamente a vida da população mais vulnerável. O próprio vereador, que já foi prefeito da cidade, evita comentar as razões estruturais e administrativas que levaram ao abandono das construções — muitas delas iniciadas em gestões passadas, inclusive na sua.

Mais do que um descaso pontual, os casos revelam o retrato de uma gestão que tem negligenciado a educação pública. O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), abandonou a educação. Desde o início do mandato, JHC tem sido criticado por manter obras escolares paradas, salas de aula deterioradas, falta de equipamentos básicos e atraso na entrega de unidades prometidas. Enquanto isso, milhões em recursos do antigo FUNDEF e do novo Fundeb permanecem subutilizados ou mal aplicados.

A obra da Escola Yeda Oliveira, por exemplo, está orçada em R$ 3,8 milhões — um investimento significativo que ficou paralisado por muito tempo, apesar da urgência em atender crianças e adolescentes do Village Campestre, um dos bairros que mais crescem na parte alta da cidade.

A população local aguarda, agora, que a escola prometida saia do papel e que a comunidade, enfim, tenha acesso à educação digna e à infraestrutura pública básica — um direito constitucional que não deveria depender de hashtags, vídeos no Instagram ou gestos individuais de parlamentares.

Por Assessoria

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