A Prefeitura de Maceió vem acumulando sucessivos pedidos de empréstimos desde 2021, elevando de forma considerável o nível de endividamento do município. Com a recente solicitação enviada em julho de 2025 ao Legislativo, o montante total autorizado ou em tramitação já ultrapassa a marca de R$ 2,3 bilhões, somando recursos em reais e em moeda estrangeira.
A gestão do prefeito JHC, reeleito em 2024, vem apostando em operações de crédito como principal forma de financiar obras de infraestrutura. Os empréstimos foram contraídos tanto com instituições nacionais, como a Caixa Econômica Federal, quanto com organismos internacionais, como o Fonplata e o New Development Bank (Banco do BRICS).
O peso dos empréstimos para Maceió
Os valores contratados em reais somam R$ 1,275 bilhão, enquanto os dois empréstimos em dólares representam cerca de R$ 1,03 bilhão na conversão feita nas datas dos contratos. Esse endividamento pode comprometer as finanças do município por 10 a 25 anos, dependendo das condições de cada contrato, que geralmente incluem carência de até 5 anos e amortizações semestrais ou anuais.
As operações de crédito, embora permitidas por lei, precisam respeitar os limites de endividamento definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo especialistas, com uma receita corrente líquida de cerca de R$ 4,8 bilhões em 2025, os empréstimos já contratados representam aproximadamente 48% da arrecadação anual da prefeitura.
A oposição na Câmara e setores da sociedade civil cobram maior transparência na aplicação desses recursos, especialmente com relação aos empréstimos em moeda estrangeira, que podem sofrer impacto cambial. O risco de valorização do dólar é uma preocupação real em cenários de instabilidade econômica.
Com os novos pedidos tramitando em regime de urgência, a expectativa é que até o fim de 2025 a dívida consolidada da prefeitura supere R$ 3 bilhões, caso novas operações sejam aprovadas.







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