terça-feira, 02 junho 2026
Nublado
Maceió
28°C
Nublado
Nublado
Maceió
28°C
Nublado

Evento do MPF mostra que o crime da Braskem vai além das perdas materiais

por | 2 jun, 2026

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Denominado Ecoando: Vozes da Reparação, o encontro reuniu lideranças comunitárias, integrantes do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE), representantes do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), pesquisadores, mobilizadores e outros interessados nas consequências da tragédia que atingiu mais de 60 mil famílias.

Na oportunidade, as lideranças comunitárias e mobilizadores compartilharam experiências vivenciadas ao longo do processo de escuta. Temas como pertencimento, desenraizamento, deslocamento forçado, memória e reconstrução de vínculos marcam os relatos coletados e ajudam a compreender dimensões do desastre que ultrapassam as perdas materiais.

O objetivo do MPF/AL foi promover uma reflexão sobre os avanços construídos nos dois primeiros anos das ações de reparação dos danos morais coletivos, dentro das atividades do Programa Nosso Chão, Nossa História, criado após o desastre.

A reunião teve a participação das procuradoras da República Júlia Cadete, Juliana Câmara e Roberta Bomfim, responsáveis pelo acompanhamento do caso Braskem, além da presidente do CGDE, Dilma de Carvalho, e do gerente de projetos do UNOPS, Bernardo Bahia.

representantes das comunidades e lideranças comunitárias estiveram na reunião |Fotos: MPF/AL

“Uma das maiores angústias que nós, população atingida, sentimos sempre teve a ver com a invisibilidade da dor e do que vivemos. O desastre nos tomou muito em termos materiais, mas também roubou nossos laços, nossa convivência, nossos espaços culturais e tantas outras coisas que nos configuram como sujeitos de uma comunidade”, afirmou Dilma Carvalho.

A procuradora da República Júlia Cadete relembrou a construção do modelo de governança adotado para a reparação dos danos morais coletivos e destacou a decisão de investir em um programa estruturado, capaz de gerar resultados permanentes para a população atingida. Já a procuradora Juliana Câmara disse que “a reparação exige um processo coletivo de reconstrução da memória e dos vínculos afetados pelo desastre”.

“Desde 2020 acreditamos que esse processo de cura precisava ser coletivo e centrado nas vítimas e atingidos. Precisamos preservar nossas memórias para que esse processo não seja esquecido, mas também precisamos seguir em frente, reconstruindo nossos caminhos e nossas histórias”, destacou.

Exposição

O Ecoando: Vozes da Reparação também contou com uma exposição fotográfica e audiovisual sobre a trajetória do Programa Nosso Chão, Nossa História, reafirmando o compromisso com a memória, a transparência e a participação social na construção dos caminhos da reparação em Maceió.

A exposição segue disponível no MPF em Alagoas ao longo de todo o mês de junho. A entrada é gratuita e livre a todos os interessados. O prédio-sede do MPF, em Maceió, está localizado na avenida Juca Sampaio, n° 1800, no bairro do Barro Duro.

Com Assessoria

 

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *