O acúmulo de lixo em diversos bairros de Maceió voltou ao centro do debate público nas últimas semanas e ampliou a pressão sobre a gestão municipal. Moradores têm denunciado falhas na coleta, pontos de descarte irregular e problemas relacionados ao mau cheiro e à proliferação de insetos em diferentes regiões da capital.
Nos últimos dias de maio, a Defensoria Pública de Alagoas cobrou providências urgentes da prefeitura e das empresas responsáveis pela limpeza urbana. Reportagens publicadas por veículos locais também registraram reclamações de moradores da parte alta da cidade e denúncias envolvendo descarte clandestino de resíduos.
A situação também foi marcada por denúncias de trabalhadores terceirizados sobre atrasos salariais e dificuldades operacionais envolvendo empresas que atuam na limpeza urbana da capital. A prefeitura, por sua vez, informou oficialmente que os pagamentos e benefícios dos funcionários estão regularizados e que a coleta domiciliar segue funcionando normalmente.
A vereadora Teca Nelma também cobrou esclarecimentos da prefeitura sobre os contratos da coleta de lixo e afirmou ter recebido denúncias de moradores sobre falhas no serviço em diferentes bairros da capital. A parlamentar questionou a prioridade dada pela gestão municipal aos gastos públicos diante dos problemas enfrentados pela limpeza urbana.
Os atrasos e dificuldades na coleta de lixo passaram a ser vistos como parte do legado deixado pela gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas (JHC). Sem apresentar até agora uma solução concreta e eficaz para o problema, o prefeito Rodrigo Cunha enfrenta o crescimento das críticas diante do avanço do acúmulo de lixo em bairros periféricos e também em áreas centrais de Maceió. As notas oficiais divulgadas pela prefeitura não têm sido suficientes para conter as reclamações da população, que continua denunciando falhas na coleta e a ampliação dos pontos de descarte irregular pela cidade.
Anunciada ainda em abril pelo prefeito Rodrigo Cunha, a proposta de criação de um sistema de “cashback” para incentivar denúncias contra o descarte irregular de lixo segue sem efeitos concretos percebidos pela população. Em maio, moradores continuaram denunciando pelas redes sociais o aumento do acúmulo de resíduos em bairros periféricos e áreas centrais de Maceió, enquanto a crise da limpeza urbana permanece sem uma solução efetiva apresentada pela prefeitura.







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