O Ministério Público Federal (MPF) cobrou que a Prefeitura de Maceió ajuste imediatamente o projeto urbanístico da orla, sobretudo na área onde foi instalada a roda-gigante na Praia de Pajuçara. A exigência reforça o cumprimento de uma decisão judicial que determina o reordenamento do trecho entre o Posto 7 e o antigo Posto Atlantic, o que inclui a retirada de dois quiosques que permanecem no local.
Segundo a procuradora Niedja Kaspary, novas ocupações na área continuam proibidas e violam a sentença. A Prefeitura afirmou ter realizado compensações urbanísticas e deverá apresentar um novo projeto, que será analisado pelo MPF antes de ser encaminhado à Justiça. O órgão ressaltou ainda que ambulantes irregulares seguem sendo orientados e que a decisão se aplica exclusivamente à orla.
Para críticos da intervenção, o MPF deveria ter exigido o projeto urbanístico antes de a obra da roda-gigante ser concluída e colocada em funcionamento. Urbanistas alertam que, desde o anúncio da instalação do equipamento, não houve estudos para avaliar os impactos na região. Apesar das denúncias, nenhuma medida preventiva foi adotada.
O edital do equipamento turístico — considerado por especialistas francamente favorável à empresa responsável e desfavorável ao município e à coletividade — também não passou por avaliação dos órgãos de controle.
Enquanto isso, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), segue exercendo absoluto domínio sobre as intervenções feitas ao longo da orla da cidade.






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