segunda-feira, 06 julho 2026
Nuvens dispersas
Maceió
24°C
Nuvens dispersas
Nuvens dispersas
Maceió
24°C
Nuvens dispersas

Vítimas do afundamento de Maceió cobram R$ 30 bilhões e pedem que Cade vete venda da Braskem

por | 15 ago, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Reprodução

Moradores de áreas afetadas pelo afundamento de Maceió, causado pela mineração de sal-gema da Braskem, denunciaram uma dívida estimada em R$ 30 bilhões da empresa e solicitaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que vete a venda de ativos da petroquímica. A ação foi detalhada na coluna do jornalista Carlos Madeiro, no UOL.

A associação de vítimas argumenta que a quantia de R$ 40 mil por família, acordada com órgãos públicos, é insuficiente e não reflete os danos reais. Segundo estudos da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), vítimas diretas de remoção forçada deveriam receber entre US$ 40 mil (R$ 216 mil) e US$ 80 mil (R$ 432 mil).

Com base nesses parâmetros, os cálculos indicam:

  • R$ 13,95 bilhões para 58.136 moradores dentro do mapa de risco;

  • R$ 1 bilhão para 6.181 negócios afetados;

  • R$ 15,13 bilhões para 63.046 empresários, trabalhadores e familiares impactados.

Esses valores totalizam R$ 30 bilhões, sem incluir danos ambientais, prejuízos à mobilidade urbana e destruição do patrimônio público e histórico.

Além disso, a Defensoria Pública do Estado ajuizou ação cobrando R$ 4 bilhões da Braskem por desvalorizar 22 mil imóveis no entorno das áreas afetadas. A empresa é acusada de causar danos econômicos e sociais à região.

A venda de ativos da Braskem está sendo analisada pelo Cade, e as vítimas solicitam que o órgão impeça a transação até que a empresa arque com suas responsabilidades. A ação visa garantir que a Braskem não se desfaça de ativos enquanto não indeniza adequadamente os afetados.

A coluna de Carlos Madeiro, no UOL, destaca a mobilização das vítimas e a busca por justiça em meio a um dos maiores desastres ambientais e sociais da história de Alagoas.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *