Moradores de áreas afetadas pelo afundamento de Maceió, causado pela mineração de sal-gema da Braskem, denunciaram uma dívida estimada em R$ 30 bilhões da empresa e solicitaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que vete a venda de ativos da petroquímica. A ação foi detalhada na coluna do jornalista Carlos Madeiro, no UOL.
A associação de vítimas argumenta que a quantia de R$ 40 mil por família, acordada com órgãos públicos, é insuficiente e não reflete os danos reais. Segundo estudos da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), vítimas diretas de remoção forçada deveriam receber entre US$ 40 mil (R$ 216 mil) e US$ 80 mil (R$ 432 mil).
Com base nesses parâmetros, os cálculos indicam:
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R$ 13,95 bilhões para 58.136 moradores dentro do mapa de risco;
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R$ 1 bilhão para 6.181 negócios afetados;
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R$ 15,13 bilhões para 63.046 empresários, trabalhadores e familiares impactados.
Esses valores totalizam R$ 30 bilhões, sem incluir danos ambientais, prejuízos à mobilidade urbana e destruição do patrimônio público e histórico.
Além disso, a Defensoria Pública do Estado ajuizou ação cobrando R$ 4 bilhões da Braskem por desvalorizar 22 mil imóveis no entorno das áreas afetadas. A empresa é acusada de causar danos econômicos e sociais à região.
A venda de ativos da Braskem está sendo analisada pelo Cade, e as vítimas solicitam que o órgão impeça a transação até que a empresa arque com suas responsabilidades. A ação visa garantir que a Braskem não se desfaça de ativos enquanto não indeniza adequadamente os afetados.
A coluna de Carlos Madeiro, no UOL, destaca a mobilização das vítimas e a busca por justiça em meio a um dos maiores desastres ambientais e sociais da história de Alagoas.





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