A extrema-direita no Brasil tem usado a liberdade de expressão como escudo para atacar as instituições democráticas e avançar com seu projeto autoritário. Sob o pretexto de defender a liberdade, difunde mentiras, desacredita o Judiciário, espalha desconfiança sobre a imprensa e promove o descrédito da política.
Trata-se de uma estratégia coordenada, apoiada por institutos e organizações financiadas por setores empresariais que têm interesses diretos na desregulamentação do Estado, no enfraquecimento das políticas sociais e na criminalização dos movimentos populares.
Grupos como o Instituto Millenium, o Instituto Liberal, o Instituto Conservador-Liberal, Brasil Paralelo e outros núcleos ideológicos da direita e da extrema-direita atuam como produtores de conteúdo e formação política voltados a moldar uma opinião pública alinhada a valores ultraliberais e autoritários.
A linguagem é polida, mas o projeto é bruto: desmontar a Constituição de 1988, reduzir direitos e enfraquecer os freios institucionais que impedem a volta de um regime de exceção.
A cada ação legal contra abusos, respondem com gritos de censura. Quando responsabilizados por mentiras, se dizem perseguidos. Quando perdem eleições, falam em fraude. É sempre o mesmo roteiro: acusam os outros do que praticam, invertem os fatos, manipulam símbolos da democracia para destruí-la por dentro.
É preciso atenção. O que está em jogo não é apenas um debate político, mas a sobrevivência das instituições democráticas. Golpismos não acontecem apenas com tanques nas ruas. Também se constroem com narrativas bem financiadas, manipulações em rede e ataques permanentes à verdade. E, quando não são enfrentados a tempo, cobram seu preço em liberdade e em vidas.





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