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Bancada federal alagoana silencia diante das ameaças golpistas de Bolsonaro

por | 20 jul, 2022

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Bolsonaro em evento com chefes de missões diplomáticas no Brasil | Clauber Cleber Caetano/Agência Brasil

Com honrosas exceções, a bancada federal de Alagoas, formada pelos deputados federais e senadores, faz um silêncio ensurdecedor diante da crise aberta pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao convocar representações diplomáticas de 40 países para denunciar o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar uma prova sequer.

O deputado Arthur Lira (PP), por ser o presidente da Câmara dos Deputados, recebe cobranças de todo o país pela postura omissa diante de um discurso antidemocrático e desrespeitoso com as instituições, inclusive, com o Congresso.

Enquanto isso, esse espetáculo golpista grotesco gerou uma reação em cadeia das instituições do Estado brasileiro, como o Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dezenas de outras entidades da sociedade civil.

Exceções

O deputado Paulão (PT) foi um dos que, de apronto, denunciaram a escalada golpista do presidente da República. Os demais deputados federais nada falaram.

A deputada Tereza Nelma (PSD) também se manifestou. “Enquanto o Brasil enfrenta fome, desemprego e violência, o Presidente tenta desfocar do que é urgente espalhando fake news e desacreditando um sistema eleitoral que é comprovadamente seguro e confiável”, disse ela, nas redes sociais.

Dos três senadores, quem repudiou imediatamente o discurso mentiroso de Bolsonaro foi o senador Renan Calheiros (MDB).

Fernando Collor (PTB), um ex-presidente da República, calou-se, como é esperado em se tratando de um bolsonarista.

O outro senador alagoano, Rodrigo Cunha (UB), mantém o mutismo diante da cena constrangedora pela qual o Brasil foi submetido por Jair Bolsonaro.

Dos três senadores o posicionamento de Collor é esperado.

Renan Calheiros é um dos principais oposicionista no Senado Federal e tem um histórico em defesa da democracia.

Rodrigo Cunha, quando se defronta diante de momentos em que é obrigado a tomar posição clara, se esconde e espera a crise serenar.

O mandato de senador da República tem sido um fardo para ele, que se comporta aquém da relevância do cargo.

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