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Deputados querem investigar denúncias contra o Lacen

por | 23 abr, 2020

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Alagoas deve investigar denúncias de irregularidades feitas pelo deputado Davi Maia contra o laboratório Lacen, responsável pela testagem da Covid-19 no Estado. Entre as precariedades, ele citou a falta de testes, o acesso restrito ao teste apenas ao grupo de risco e a demora na entrega dos resultados.

Deputada Jó Pereira quer investigação conjunta de comissões parlamentares | Ascom ALE

Na sessão dessa quarta-feira, 22, Maia disse que levaria as denúncias à Comissão de Direitos Humanos da Casa. A deputada Jó Pereira, que faz parte da Comissão de Saúde, quer que as supostas irregularidades sejam investigadas, fiscalizadas e apuradas conjuntamente pelas duas comissões.

Segundo ela, tais denúncias “justificariam” a alta taxa de mortalidade em Alagoas. “Como demora a sair o resultado, muitas pessoas são encaminhadas para isolamento domiciliar, quando deveriam ser encaminhadas para leitos de retaguarda ou até mesmo de terapia intensiva. Porque, em Alagoas, os casos diagnosticados com Covid-19 já estão chegando às unidades hospitalares quando há pouco a se fazer?”, questionou.

Para a deputada, por esse motivo, a proporção de pacientes internados em leitos de retaguarda com a proporção de internamentos em leitos de UTI é muito maior em Alagoas do que em outros estados.

“Hoje o mundo inteiro, especialmente Alagoas, paga pela falta de investimentos nas áreas de saúde e

Deputado Davi Maia fez graves denúncias contra o Lacen | Ascom ALE

pesquisa. Estamos pagando todos, nossa economia está parada por falta de investimentos na área da saúde”, prosseguiu a parlamentar.

“Há três anos venho cobrando o aumento de mais 1% no orçamento da saúde, que não foi executado em nenhum dos anos. Com esse investimento, talvez hoje tivéssemos uma estrutura melhor de saúde pública em Alagoas. A gente clama para que esse erro nacional, de não priorizar a saúde, o saneamento e a educação não persista”.

A deputada se referiu à emenda orçamentária, de autoria da Comissão de Orçamento e encabeçada por ela, destinando 1% dos recursos do orçamento do Estado (mais de R$ 100 milhões) para a saúde, especialmente para o atendimento oncológico.

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