Enquanto a extrema-direita reunia poucas centenas de apoiadores em ato pró-Bolsonaro na orla, o 31º Grito dos Excluídos e das Excluídas transformou as ruas de Maceió em palco de resistência, união e luta social neste 7 de setembro.
A marcha partiu da Praça da Faculdade, passando pela Praça de Medicina, e seguiu até o bairro histórico de Jaraguá, reunindo milhares de manifestantes entre militantes de movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e população em geral.
O 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, promovido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e suas pastorais sociais em todo o país, contou, em Alagoas, com o apoio na mobilização e organização das centrais sindicais, movimentos populares e partidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). O eixo central da manifestação foi a defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania nacional.
O Grito dos Excluídos, realizado neste 7 de setembro em Alagoas, contou com a participação ativa da nossa militância, que se somou a diversos movimentos sociais e sindicais. Estiveram presentes o MST, a UJS, o Sinteal, o Sindicato dos Bancários, o Sindprev, o Sindicato dos Assistentes Sociais, a CUT, a CTB, a CPT, entre outras organizações comprometidas com a luta por direitos e justiça social.
Também participaram do ato o presidente do PT Alagoas, Ronaldo Medeiros; o deputado federal Paulão; a presidenta do PT Maceió, Alessandra Costa; a vereadora Teca Nelma; além de várias lideranças sindicais, companheiros e companheiras do partido, representantes de outras siglas e o vice-governador Ronaldo Lessa.
Em sua fala, Medeiros reafirmou o compromisso da militância com o Brasil democrático e justo:
“Falamos alto: não à anistia para os que atentaram contra a democracia, e não à escala 6×1 que escraviza o trabalhador e a trabalhadora. Nosso compromisso é com Lula, com o povo, com a luta diária para reconstruir o Brasil. A democracia está firme, a soberania está viva e o futuro está em nossas mãos”.
O presidente da CUT-AL, Luciano Santos, destacou que a edição de 2025 ampliou a articulação entre movimentos sociais, de luta pela terra, de moradia, sindicatos e partidos, em torno da defesa da soberania nacional.
As pautas do ato incluíram:
• o combate à fome e às desigualdades sociais;
• a defesa da agricultura familiar e da agroecologia;
• o direito à terra, ao teto e ao trabalho;
• a preservação ambiental e o cuidado com rios, florestas e territórios;
• o enfrentamento à intolerância religiosa, promovendo diálogos inter-religiosos e ecumênicos.
O Grito dos Excluídos mostrou, mais uma vez, que o 7 de Setembro não pertence apenas às elites ou aos que tentaram golpe contra a democracia, mas é um momento de reafirmação do povo brasileiro na luta por soberania, direitos e justiça social.






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