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Guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões aos EUA, diz Pentágono

por | 23 jul, 2026

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A guerra contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões) dos cofres dos Estados Unidos, segundo informou nesta terça-feira (21) o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante audiência no Congresso. O Pentágono também pediu novos recursos para manter a campanha militar iniciada em 28 de fevereiro.

De acordo com Hegseth, o valor inclui os gastos já realizados e as despesas previstas até 30 de setembro, embora o Departamento de Defesa não tenha detalhado como chegou ao cálculo. Em março, estimativas do próprio governo indicavam que apenas os seis primeiros dias da ofensiva haviam custado pelo menos US$ 11,3 bilhões.

Além dos recursos já empregados na guerra, o presidente Donald Trump encaminhou ao Congresso um pedido suplementar de quase US$ 90 bilhões, dos quais a maior parte será destinada ao financiamento das operações militares. O pedido abriu uma nova disputa com parlamentares, que cobram mais informações sobre a condução do conflito e questionam o impacto das despesas sobre as contas públicas.

Durante a audiência, Hegseth afirmou que, sem a aprovação dos novos recursos, o Pentágono poderá reduzir treinamentos, adiar serviços de manutenção e comprometer investimentos em novos equipamentos militares. O secretário também defendeu o orçamento de US$ 1,5 trilhão proposto para o Departamento de Defesa no ano fiscal de 2027.

O aumento dos custos ocorre em meio ao desgaste político enfrentado pelo governo Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro. Parlamentares democratas criticaram a ampliação da guerra e cobraram maior transparência da Casa Branca.

A senadora Patty Murray afirmou que o presidente tem ampliado deliberadamente o conflito. “O presidente vem ameaçando escalar o conflito e praticar atos que podem configurar crimes de guerra, sugerindo que esta pode ser mais uma guerra sem fim”, declarou.

A senadora Kirsten Gillibrand também questionou as mudanças no discurso do governo sobre os objetivos da campanha militar. “É como se nada do que vocês disseram se confirmasse. Ou a guerra acabou, ou não acabou. Ou eram duas semanas, ou não eram duas semanas”, afirmou.

Segundo o Pentágono, 18 militares norte-americanos morreram desde o início da guerra e cerca de 430 ficaram feridos. Apenas desde 7 de julho, outros 100 soldados foram atingidos em combate, embora o governo afirme que 96% deles já retornaram ao serviço.

Protestos interrompem audiência

A audiência no Congresso também foi marcada por manifestações contrárias à guerra. Pelo menos quatro pessoas interromperam o depoimento de Hegseth antes de serem retiradas pela Polícia do Capitólio.

Com cartazes com a mensagem “No War With Iran” (“Não à guerra com o Irã”), os manifestantes criticaram a atuação do governo norte-americano no Oriente Médio e denunciaram a morte de civis durante os bombardeios.

Em um dos momentos de maior tensão, um dos manifestantes gritou para o secretário de Defesa: “Suas mãos estão sujas de sangue”, enquanto outros pediam o fim dos ataques contra o Irã e a Palestina.

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