As candidatas Lenilda Luna, da Unidade Popular (UP), ao Governo de Alagoas, e Raquel Bricio, candidata a vice-presidente pela legenda, percorreram nesta sexta-feira (25) o bairro de Bebedouro, em Maceió, acompanhadas por militantes e representantes do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB).
Durante a caminhada, as candidatas visitaram áreas afetadas pela mineração de sal-gema, conversaram com moradores e vítimas e defenderam a responsabilização da Braskem e a reparação das pessoas atingidas.
A exploração de sal-gema da empresa provocou o afundamento do solo em áreas de cinco bairros de Maceió — Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. Segundo dados da Prefeitura de Maceió, cerca de 60 mil pessoas precisaram deixar suas casas nas áreas afetadas.
Durante o ato, Lenilda Luna afirmou que a UP defende punição para a empresa e reparação às vítimas.
“Nós estamos aqui no bairro de Bebedouro, um dos bairros afetados pela Braskem. A Unidade Popular exige punição para a Braskem e reparação para todas as vítimas desse crime socioambiental. A Braskem não pode ficar impune!”, declarou.
Raquel Bricio classificou a situação como uma questão de alcance nacional e defendeu indenizações e responsabilização dos envolvidos.
“O crime da Braskem não é apenas um problema local, é uma tragédia nacional. A Unidade Popular está lado a lado com os atingidos para exigir justiça, indenização justa e a responsabilização dos culpados”, afirmou.
Em frente ao cemitério de Bebedouro, o líder do MUVB, Jackson Douglas, relatou os impactos da desocupação e do isolamento de áreas do bairro sobre a memória e a rotina da comunidade.
“A Braskem destruiu não apenas as casas e o comércio, mas a história, a memória e a dignidade do nosso povo”, declarou.
Ao final da atividade, a UP reafirmou suas propostas de reparação às vítimas e de mudança no modelo de exploração mineral no país.








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