Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) foram oficialmente empossados, neste domingo (1º), nos cargos de presidente e vice-presidente do Brasil. A solenidade foi conduzida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) e acompanhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), por chefes de vários países, parlamentares e convidados.
Depois de circular em carro aberto pelas ruas de Brasília, Lula e Alckmin foram recebidos por Pacheco e Lira. Após subirem a rampa do Congresso Nacional e receberem honrarias militares, presidente e vice entraram no Salão Negro às 14h30.
Às 14h45, Lula, Alckmin e uma comitiva, que incluía a ex-presidente Dilma Rousseff, passaram pelo Salão Negro e seguiram pelo Salão Verde. Do Salão Verde, eles seguiram para no plenário da Câmara dos Deputados às 14h47, onde foi iniciada a solenidade de posse, que teve homenagens ao jogador Pelé, morto na última quinta-feira, 29, e ao ex-papa Bento XVI, que faleceu no último sábado, 31.
Consciência política
Em seu discurso de posse, Lula disse que sua eleição foi fruto da consciência política da população e do trabalho da Frente Democrática. “A Democracia foi a grande vitoriosa nesta eleição, superamos a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio para manipular e constranger o eleitorado brasileiro, com mentiras disseminadas de forma industrial”, afirmou.
O presidente disse ainda que nunca houve tanto uso de recursos públicos e privados numa eleição, mas, no final, o resultado foi diferente. “O sistema eleitoral venceu, graças à atitude corajosa do Judiciário, especialmente do TSE, para fazer prevalecer a verdade das urnas sobre a violência de seus detratores”, acrescentou Lula.
O presidente do Brasil também afirmou que os relatórios da transição foram “estarrecedores”, ao demonstrarem o desmonte das políticas públicas de inclusão social e desenvolvimento econômico. Lula afirmou que fará um governo de inclusão, para todos. Segundo ele, o desmonte promovido pelo governo Bolsonaro teve como objetivo “saciar a estupidez dos rentistas e acionistas privados de empresas publicas”.
Lula assumiu o compromisso de que suas primeiras ações serão destinadas a resgatar da fome 33 milhões da pobreza e outros 110 milhões da pobreza. “A democracia será defendida na medida em que todos tenham acesso aos direitos garantidos na Constituição”, ressaltou.
O presidente enumerou ainda medidas a serem realizadas em seu governo, para a retomada da economia – tendo como base o consumo popular -, do emprego, de moradia, direitos humanos e preservação do meio ambiente. Entre eles, a retomada do Minha Casa, Minha Vida, reedição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros.
Quebra de protocolo
Na solenidade, Lula quebrou o protocolo para contar uma história. Ele lembrou que em 1989, após um comício no Piauí, ganhou uma caneta de um cidadão no caminho até a Igreja de São Benedito e recebeu um pedido: que ela fosse usada para assinar o termo de posse.
Naquele ano, Lula perdeu a eleição para Collor e somente veio a ganhar em 2002 e 2006, quando esqueceu a caneta. Desta vez, ele a levou para a solenidade e cumpriu a promessa, 33 anos depois. “Esta é uma homenagem ao povo do estado do Piauí”, disse.
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