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Reeleição e fundo partidário explicam filiação de JHC ao PL

por | 12 out, 2022

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JHC é recebido por Bolsonaro | Reprodução/TV Globo

Desde a filiação do então deputado federal João Henrique Caldas, o JHC, à legenda, em 2015, os sinais de que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Alagoas tomaria um rumo oposto à sua trajetória histórica, de alinhamento com o campo progressista e de esquerda, ficaram evidentes.

Eleito prefeito de Maceió, em 2020, JHC estabeleceu uma trajetória de pragmatismo e vinculação ao bolsonarismo. Seu intento, que era formalizar aliança no campo bolsonarista, não se concretizou por força de decisão do comando nacional do PSB, que optou por se coligar com o Partido dos Trabalhadores (PT) do ex-presidente Lula.

Sentindo-se pressionado, o hoje prefeito JHC encontrou um caminho alternativo para juntar-se aos bolsonaristas. Ele saiu do PSB para se filiar ao Partido Liberal (PL), sigla a que Jair Bolsonaro está filiado.

Contudo, vale salientar que apoiar a reeleição de Bolsonaro é só um dos motivos para que JHC tenha saído do PSB. O motivo mais forte é a futura participação do PL no Fundo Partidário de 2024, quando tentará reeleger-se prefeito de Maceió.

O PL terá um dos maiores volumes dos recursos destinados ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral. Essa é a senha da mudança.

Pragmatismo político

A filiação do então deputado federal JHC ao PSB/AL, em 2015, se deu em entendimentos mantidos entre ele, Carlos Siqueira, presidente nacional legenda, e outros membros da executiva nacional. Ou seja, JHC entrou no PSB por cima, sem o apoio dos socialistas estaduais.

O núcleo dirigente nacional agiu sem a menor cerimônia e com pragmatismo eleitoral ao entregar a sigla a JHC.

Tanto que sua filiação provocou a reação dos militantes e filiados, cuja maioria, em sinal de protesto, se desfiliou do partido. Para eles, a linha política e ideológica do novo filiado era absolutamente incompatível com os princípios socialistas.

A ex-prefeita de Maceió Kátia Born, a principal dirigente e uma das fundadoras do partido em Alagoas, deixou a sigla, os ex-vice-prefeitos de Maceió, Petrúcio Bandeira e Alberto Sexta-Feira, o deputado estadual Inácio Loiola, o ex-prefeito de Penedo, Alexandre Toledo, e centenas de outras lideranças da capital e de cidades do interior ficaram sem filiação partidária ou se filiaram ao PDT.

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